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Jatinho é aprendido e R$ 400 mi são bloqueados de pirâmide financeira em SC

FolhaPress 28/11/2023 10:52

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Polícia Federal apreendeu nesta terça-feira (28) R$ 400 milhões em bens e cumpriu 28 mandados de busca e apreensão, em Santa Catarina, em uma ação contra uma pirâmide financeira.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Operação Ouranós cumpriu 28 mandados de busca e apreensão, 11 medidas cautelares diversas da prisão, sendo duas dessas com monitoramento eletrônico por tornozeleira, contra 12 pessoas físicas e mais de 50 empresas, informou a Polícia Federal.

O órgão também determinou o bloqueio e sequestro de aproximadamente R$ 400 milhões em bens, sendo 473 imóveis, 10 embarcações, 1 aeronave, 40 veículos de luxo e alto luxo, mais de 111 contas bancárias, além de três fundos de investimento.

A apuração começou em 2020. O início das ações ilícitas ocorreu em Balneário Camboriú (SC), em seguida em Curitiba (PR) e se estendeu para São Paulo (SP).

Os mandados de busca foram apreendidos em:

Balneário Camboriú: 9

Palhoça/(SC): 3

Porto Alegre (RS): 2

Curitiba (PR): 11

São Paulo: 3

COMO FUNCIONAVA

O esquema funcionava a partir de instituições financeiras e agentes do mercado de capitais sem autorização ou registro no Banco Central do Brasil e na Comissão de Valores Mobiliários.

SESC PICASSO

Uma distribuidora de títulos e valores mobiliários, chamada de DTVM, era operada pelos investigados para captar valores de mais de R$ 1 bilhão. O dinheiro havia sido captado de aproximadamente 7 mil investidores de 17 estados e do exterior por meio da oferta pública de contratos de investimento coletivos para a aplicação em criptomoedas, com remunerações fixas e variáveis, sem qualquer controle, registro ou autorização de órgãos brasileiros responsáveis.

A partir dessa captação bilionária, o dinheiro circulava em várias contas de passagem, de diversas empresas, por meio de blindagem patrimonial, para esvaziar o patrimônio da instituição financeira clandestina.

CONTADOR - BONUS

"O rastreamento dos recursos ilegais mostrou que os investigados realizavam "centrifugação de dinheiro", em que são utilizados vários níveis em contas de passagem, com fracionamento de transferências bancárias", disse a Polícia Federal.

As investigações também identificaram investimentos com possível origem no tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro nacional e fraudes empresariais e fiscais.

"Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional, dentre eles, fazer operar instituição financeira sem autorização, oferta irregular de valor mobiliário, exercício ilegal de assessoria de investimento", informou a Polícia Federal.

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