Medidas ampliam a pressão sobre Moscou, enquanto Tóquio busca fortalecer a cooperação regional para diversificar o abastecimento energético
Autoridades responsáveis pela economia no governo do Japão anunciaram nesta terça-feira (6) sanções contra a Rússia, propuseram uma ampla parceria entre países asiáticos no setor de energia e afirmaram considerar mudar o sistema de sucessão empresarial dentro da revisão de impostos sobre herança, segundo a mídia local.
O ministro da Economia, Comércio e Indústria japonês, Ryosei Akazawa, afirmou que sanções adicionais serão aplicadas contra a Rússia devido a guerra na Ucrânia, incluindo restrições a exportações de bens industriais como plásticos, cobre, turbinas de gás e tungstênio.
Em coletiva de imprensa após reunião de gabinete, conforme a Reuters, ele esclareceu que a medida será efetivada por meio de emenda da Ordem de Controle de Exportação Comercial e entrará em vigor a partir do dia 16 de outubro.
Ainda segundo a agência, Akazawa acrescentou que pretende continuar a cooperar com o G7 para resolver o conflito geopolítico no Leste Europeu do modo que for "efetivo e necessário para os interesses nacionais" em busca da paz na Ucrânia.
O Japão também concordou em planos de ação com parceiros asiáticos para ampliar suas reservas de petróleo durante uma reunião da Comunidade Asiática de Emissão Zero, nas Filipinas, afirmou o ministro, de acordo com a Reuters. Autoridades japonesas também se reuniram com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para fortalecer a cooperação entre produtores de petróleo e consumidores asiáticos, melhorando a resiliência da cadeia global de energia. Segundo Akazawa, o Japão servirá como "link" entre ambos.