A Secretaria de Saúde de Jaguaré iniciou a utilização de ovitrampas para reforçar o monitoramento do mosquito Aedes aegypti no município. Ao todo, 33 armadilhas foram instaladas em pontos estratégicos da cidade com o objetivo de identificar precocemente áreas com maior presença do vetor responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya.
A estratégia permite acompanhar a presença do mosquito ainda na fase de ovos, o que amplia a capacidade de resposta das equipes de vigilância antes que os insetos se desenvolvam e passem a transmitir doenças.
Monitoramento orienta ações de campo
As ovitrampas funcionam como armadilhas que atraem as fêmeas do mosquito para a postura de ovos. A partir da coleta e análise desses materiais, a Vigilância Ambiental consegue identificar com maior precisão os locais com maior risco de proliferação.
Quando é detectada grande quantidade de ovos, os agentes de endemias são direcionados imediatamente às áreas indicadas para intensificar as ações de combate, como eliminação de recipientes com água parada e orientação aos moradores.
O agente de endemias Elder Camilo Langa é responsável pela coleta e monitoramento das armadilhas no início de cada semana. Segundo ele, a principal mudança ocorre na forma como as visitas passam a ser organizadas.
“Agora as visitas domiciliares deixam de seguir apenas um ciclo fixo e passam a ser baseadas nos dados coletados pelas ovitrampas. A estratégia busca atacar o problema onde ele é maior, utilizando inteligência e monitoramento contínuo”, afirmou.
A adoção das ovitrampas amplia a capacidade de vigilância do município e reforça as ações de prevenção contra as arboviroses. A orientação das equipes de saúde continua sendo para que a população mantenha cuidados básicos, como evitar o acúmulo de água parada em recipientes, calhas, caixas d’água e outros locais que possam servir de criadouro para o mosquito.