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Instalação de câmeras de segurança em SP atrasa, e consórcio pede mais prazo

FolhaPress 16/02/2024 20:22

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O consórcio de empresas contratado pela Prefeitura de São Paulo para instalar e operar as câmeras com tecnologia de reconhecimento facial vai atrasar a entrega das imagens, cujo prazo se encerra às 23h59 desta sexta-feira (16). Há previsão de sanção administrativa em caso de descumprimento.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Das 5.000 câmeras estabelecidas para esta fase inicial do programa Smart Sampa (até o final de 2024 deverão ser instaladas 20 mil câmeras), apenas 2.963 tiveram as imagens disponibilizadas pelo consórcio Smart City SP, formado pelas empresas CLD - Construtora, Laços Detentores e Eletrônica Ltda, Flama Serviços Ltda, Camerite Sistemas S.A. e PK9 Tecnologia e Serviços Ltda.

Em nota enviada na noite desta sexta, o consórcio afirmou que vai pedir mais 30 dias para a execução desta primeira fase do contrato. A prefeitura, por sua vez, respondeu que aguarda o envio dos documentos que embasam o pedido das empresas para avaliar a prorrogação do prazo.

Em nota, o Smart City SP alegou que o atraso se deu "em razão de dificuldades e obstáculos encontrados durante a execução do contrato", mas não especificou quais seriam as situações.

SESC PICASSO

O custo mensal do serviço será de R$ 9,8 milhões. De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana, o contrato prevê pagamento apenas após a disponibilização das imagens, e não a partir da instalação dos equipamentos. O consórcio diz ter instalado as 5.000 câmeras, mas parte delas ainda aguarda procedimento para envio das imagens.

Os primeiros equipamentos com reconhecimento facial começaram a funcionar na cidade no último dia 9. Uma mulher que estava desaparecida havia 15 dias foi encontrada na rodoviária do Tietê, na zona norte da capital.

Guardas-civis e técnicos da Secretaria de Segurança Urbana passaram por treinamento para analisar os alertas feitos pelo sistema. No caso de foragidos, a semelhança deve ser de ao menos 90% -caso contrário, são descartados.

CONTADOR - BONUS

Uma central de monitoramento foi montada no prédio do Palácio dos Correios, no Anhangabaú, onde 40 agentes da GCM analisam as imagens 24 horas por dia.

Para evitar o roubo dos equipamentos, foi instalado um dispositivo de proteção chamado pela prefeitura de "chapéu chinês": um círculo com varetas de metal penduradas nos postes. A ideia da estrutura é que, caso alguém escale o poste para arrancar os equipamentos dali, não consiga movimentar os braços e as mãos por causa da proteção metálica.

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