Pesquisa em 17 estabelecimentos revela diferenças expressivas nos preços de pescados, temperos e outros itens usados no prato típico capixaba
Às vésperas do Dia da Moqueca Capixaba, celebrado em 30 de setembro, uma pesquisa do Procon Vitória mostra que os ingredientes do prato tradicional podem apresentar grandes diferenças de preço entre os estabelecimentos da capital.
O levantamento foi realizado em 17 locais e comparou os valores de 21 produtos utilizados no preparo da moqueca, entre pescados, mariscos, hortifrútis e itens de supermercado.
Entre os pescados, o dourado apresentou variação de 51,01%, com preços entre R$ 29,80 e R$ 45 o quilo. O cação oscilou 42,57%, sendo encontrado entre R$ 35 e R$ 49,90, enquanto o camarão sete-barbas apresentou diferença de 37,25%, com valores de R$ 40 a R$ 54,90.
Na comparação com setembro de 2025, o robalo teve alta de 27,74%. O menor preço encontrado passou de R$ 54,80 para R$ 70. Já o cação apresentou redução de 10,03%, caindo de R$ 38,90 para R$ 35.
As maiores diferenças, no entanto, apareceram entre produtos de hortifruti e mercearia. O sal apresentou variação de 258,99%, com preços entre R$ 1,39 e R$ 4,99.
O coentro também mostrou forte oscilação. O maço foi encontrado entre R$ 1,69 e R$ 3,99, diferença de 136,09%. A cebolinha variou 129,59%, com preços entre R$ 1,69 e R$ 3,88.
Na comparação com janeiro deste ano, a cebola aparece entre os produtos que mais encareceram, com alta de 117,79%. A banana-da-terra subiu 60,44%, passando de R$ 4,98 para R$ 7,99, enquanto o pimentão verde avançou 41,40%, de R$ 5,58 para R$ 7,89.
Alguns produtos ficaram mais baratos no período. A farinha de mandioca apresentou redução de 28,10%, passando de R$ 5,48 para R$ 3,94. O azeite de oliva extravirgem caiu 13,07%, de R$ 31,98 para R$ 27,80.
A pesquisa é realizada pelo Procon Vitória desde 2025 para auxiliar os consumidores na comparação dos preços dos principais ingredientes da moqueca capixaba.
O órgão recomenda pesquisar antes de comprar e, quando possível, dividir as compras entre diferentes estabelecimentos, já que as diferenças encontradas podem representar uma economia significativa no custo final da receita.
Considerada patrimônio imaterial de Vitória, a moqueca capixaba integra a tradição gastronômica do Espírito Santo há mais de quatro séculos.