Anos iniciais alcançam nota 6,3 e superam a meta nacional; Espírito Santo aparece entre os estados com melhor desempenho
A educação básica brasileira alcançou em 2025 os melhores resultados desde a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, em 2005. Os anos iniciais e finais do ensino fundamental e o ensino médio avançaram em relação à avaliação anterior, embora duas das três etapas ainda permaneçam abaixo das metas estabelecidas.
O Ideb reúne o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática com as taxas de aprovação apuradas no Censo Escolar. O indicador varia de zero a dez e é divulgado a cada dois anos.
O melhor resultado foi registrado nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. A nota nacional passou de 6, em 2023, para 6,3 em 2025, superando a meta de 6. Quando a série histórica começou, há duas décadas, o índice dessa etapa era de 3,8.
Nos anos finais, do 6º ao 9º ano, o Ideb aumentou de 5 para 5,3. Apesar da melhora, o resultado ficou abaixo da meta nacional de 5,5. Em 2005, a pontuação era de 3,5.
O ensino médio também alcançou seu melhor desempenho histórico, com avanço de 4,3 para 4,5. A nota, entretanto, permanece distante da meta de 5,2. A etapa não alcança o objetivo estabelecido desde 2013 e continua sendo considerada o principal desafio da educação básica brasileira.
A melhora geral é atribuída à combinação entre maior acesso à escola, redução das reprovações e crescimento da aprendizagem. Apesar dos avanços, especialistas alertam que dificuldades não superadas nos primeiros anos podem se acumular e prejudicar o desempenho dos estudantes ao longo da trajetória escolar.
Outro desafio está na transição para os anos finais do ensino fundamental, período em que os alunos passam a ter diferentes professores e enfrentam mudanças cognitivas, físicas, emocionais e sociais. A avaliação é de que as escolas precisam ampliar o vínculo com os estudantes e desenvolver atividades mais conectadas aos interesses dos adolescentes.
Na rede pública, a nota dos anos iniciais avançou de 5,7 para 6,1. Nos anos finais, o indicador passou de 4,7 para 5, enquanto o ensino médio apresentou crescimento de 4,1 para 4,3.
Todos os estados e o Distrito Federal melhoraram o desempenho nos anos iniciais em comparação com 2023. O Paraná liderou essa etapa, com nota 6,9, seguido pelo Ceará, com 6,8. Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás ficaram empatados com 6,4.
Nos anos finais do ensino fundamental, 24 unidades da Federação apresentaram crescimento. O Paraná obteve o maior resultado, com 5,9, seguido por Ceará e Goiás, ambos com 5,7. Minas Gerais alcançou 5,5, e o Espírito Santo aparece logo depois, com nota 5,4.
No ensino médio, 23 estados melhoraram seus resultados em relação à edição anterior. O Distrito Federal foi a única unidade da Federação a apresentar queda nessa etapa.
Os dados mostram que o país avançou em acesso, permanência e desempenho escolar nas últimas duas décadas. O cenário, porém, reforça a necessidade de acelerar a aprendizagem, especialmente nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio, etapas que ainda não atingiram as metas nacionais.