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Homem é condenado a 97 anos de prisão por incendiar lotérica e matar três pessoas em Manaus

FolhaPress 11/06/2025 09:12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O venezuelano Luis Domingo Siso, 63, foi condenado a 97 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pela morte de três pessoas e tentativa de homicídio contra uma quarta após incêndio provocado em uma casa lotérica localizada no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no centro de Manaus (AM), em agosto de 2022.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O júri popular, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, ocorreu na segunda-feira (9) e teve duração de dez horas.

O Ministério Público do Amazonas denunciou o homem pelos crimes de triplo homicídio, com o agravante de uso de fogo e exposição ao perigo comum —quando, além das vítimas, mais pessoas são colocadas em risco. Outro agravante é a impossibilidade de defesa das vítimas.

Siso também foi denunciado por uma tentativa de homicídio e incêndio cometido em prédio de uso público.

O incêndio causou as mortes de Stefani do Nascimento Lima, Carlos Henrique da Silva Pontes e Henison Diego da Silva. Os três eram funcionários da lotérica e não conseguiram fugir no local.

SESC PICASSO

A quarta vítima, Andrielen Mota de Assis, sobreviveu aos ferimentos após 41 dias de internação hospitalar e prestou depoimento durante o julgamento.

O réu afirmou que colocou fogo na lotérica após ter negado o pagamento de um bilhete de loteria supostamente premiado. A defesa dele pediu a redução da pena sob a alegação de semi-imputabilidade, mas não foi atendida.

Segundo uma testemunha, após o desentedimento ele pediu uma corrida de táxi, foi até um posto de combustível, comprou R$ 300 em gasolina e, em seguida, voltou à lotérica para provocar o incêndio.

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Um grupo de pessoas agrediu o homem na ocasião, até a chegada da polícia. Siso está preso desde 2022 e tem a possibilidade de recorrer contra a sentença.

Segundo o Tribunal de Justiça, durante a audiência de instrução e julgamento ele ofendeu um juiz e abandonou a sala de vídeo da unidade onde está preso.

"Cada julgamento é um campo de combate pela justiça. Nesse caso, o tribunal do povo deu uma resposta proporcional a esse bárbaro crime", disse o promotor Márcio Pereira de Mello, responsável pelo caso.

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