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Homem é agredido por PMs em abordagem em SP

FolhaPress 20/05/2025 13:48

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem foi agredido por policiais militares durante abordagem na zona sul de São Paulo, na madrugada de domingo (18). Segundo os PMs, ele estaria com uma moto roubada.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Polícia Militar afastou os três agentes e investiga o caso.

A abordagem aconteceu na rua São Pedro de Nova Friburgo, no Jardim das Imbuias. Vídeo que circula nas redes sociais mostra o suspeito caído no chão, já imobilizado, sendo agredido por um policial com golpes de cassetete e chutes. Um segundo PM também chuta o homem. O terceiro agente observa a cena com uma arma de cano longo em punho.

Nas imagens é possível ouvir que o homem grita de dor a cada golpe recebido.

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), os agentes realizaram a abordagem após constatarem que o homem estava com uma motocicleta roubada.

Ele foi preso e encaminhado ao 101° DP (Jardim das Imbuias). A pasta não informou a identidade do suspeito e se ele já respondeu por outros crimes.

O caso foi registrado como receptação de veículo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e localização/apreensão de veículo.

SESC PICASSO

"A abordagem não condiz com as diretrizes da Polícia Militar. Os agentes envolvidos foram identificados e imediatamente afastados. A PM instaurou um Inquérito Policial Militar para analisar o caso", afirmou a SSP.

OUVIDORIA AFIRMA QUE HOUVE TORTURA

A Ouvidoria das Polícias de São Paulo afirma que o espancamento trata-se de um caso de tortura e oficiou a Corregedoria da Polícia Militar, solicitando imagens das câmeras corporais, exames periciais e corpo de delito da vítima.

"O que está se chamando de abordagem violenta, para nós é um claro caso de tortura, condenado pelo artigo 5º da Declaração Universal dos Direitos Humanos [...]", afirmou a Ouvidoria em nota.

CONTADOR - BONUS

Além do afastamento dos agentes, a Ouvidoria defende verificação do estado mental deles.

"Assim, mais do que afastar os policiais, é urgente e imprescindível perícia e acompanhamento médico especializado para se identificar o real estado mental e qual o tratamento adequado para esses agentes envolvidos na operação. Da mesma forma é preciso verificar aspectos funcionais como carga de trabalho, entre outros, pois o caminho da punição não é suficiente, mas o tratamento e reabilitação profundos, para que não mais se repitam tristes episódios como esse", concluiu.

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