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Guarda que matou secretário-adjunto é lembrado como vizinho 'tranquilo' e colega que 'tinha ataques'

FolhaPress 07/01/2025 20:26

OSASCO, SP (FOLHAPRESS) - O guarda-civil municipal Henrique Marival de Sousa, 46, que matou o secretário-adjunto de segurança de Osasco Adilson Custódio Moreira, 53, é lembrado como uma pessoa tranquila por antigos conhecidos, mas colegas de trabalho dizem que ele, por vezes, tinha "ataques".

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ele, que viveu na região de Carapicuíba, também região metropolitana de São Paulo, é descrito como um bom vizinho e deixou aqueles que conviveram com ele perplexos e assustados. Após o assassinato, ele se entregou na noite de segunda (6), passou por audiência de custódia nesta terça e teve a prisão preventiva (sem prazo) decreta pela Justiça.

Uma cabeleireira, que trabalha na rua em que ele morou, diz que o conhece há mais de 20 anos e o descreve como um homem "aparentemente tranquilo".

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Ela pediu para não ser identificada e relatou à Folha que ficou chocada quando soube do crime e acredita que ele deve ter "se transformado" ao longo dos anos, pois o crime não condiz com a pessoa que ela conhece há tantos anos.

Outra vizinha, que também conheceu o guarda, afirma que era uma pessoa sobre quem ela não tinha nada de ruim para dizer. A mulher, que preferiu também manter o anonimato, disse que ele era um trabalhador honesto, casado e que tem filhas.

Estarrecida após o episódio de violência, ela diz que o filho considerava o guarda um irmão mais velho e que não sabe o que pode ter acontecido para que ele agisse de forma tão violenta.

Também considera que, além de acabar com a vida de outra pessoa, o funcionário acabou com a vida dele e de sua família.

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Guardas que trabalhavam com Merival Sousa também o descrevem como uma pessoa tranquila, bem-humorada, mas admitem que ele por vezes Henrique tinha "uns ataques".

Na manhã desta terça (7), no velório do secretário, afirmaram que o colega queria crescer na carreira e pensou que conseguiria isso apoiado ao prefeito Gerson Pessoas (Podemos).

De acordo com o boletim de ocorrência do caso, o guarda já tinha puxado uma arma para um inspetor, segundo relatou à polícia Erivan Gomes, comandante da corporação.

Ainda no depoimento, o comandante afirmou que após os tiros tentou falar com Sousa, que estava trancado na sala com o secretário-adjunto.

Ele perguntou como Moreira estava e ouviu como resposta: "Você já sabe, você já sabe. Esse cara é sujo".

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Ainda se acordo com o relato inicial do comandante, na sequência, Sousa complementou: "Aqui dentro, só tem eu, o Moreira e o demônio".

Segundo a prefeitura de Osasco, Henrique estava na GCM desde 2015, era guarda-civil de primeira classe e não "há registro de casos anteriores de violência" por parte dele. Também afirmam que o assassinato se trata de "um comportamento isolado".

"Hoje, os GCMs já são acompanhados pela Corregedoria e, em caso de conduta inadequada, respondem pelos seus atos", diz a prefeitura.

A gestão municipal alega ainda que nunca viveu e nunca esperava viver uma situação como essa. "Estamos revendo as questões de segurança, para que fatos como esse não se repitam", diz em nota.

A reportagem questionou quais procedimentos estão sendo revistas, porém a prefeitura não respondeu sobre isso até a publicação desta reportagem.

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