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Grupo é preso por suspeita de fraudes de R$ 31 mi em pagamentos judiciais

FolhaPress 19/06/2024 17:18

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de Goiás deflagrou, nesta quarta-feira (19), operação contra um grupo suspeito de fraudar R$ 31,8 milhões em pagamentos judiciais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Foram cumpridos 67 mandados, sendo 35 de busca e 32 de prisão. Entre os presos, estão quatro advogados e funcionários de um banco. Todos foram detidos na segunda fase da Operação Alvará Criminoso, realizada em endereços de Goiás, Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Maranhão e Pará. As informações foram repassadas pela Polícia Civil de Goiás.

A primeira fase da Operação Alvará Criminoso foi realizada em novembro de 2022. Na ocasião, foram efetuados 30 mandados de prisão contra suspeitos de integrarem a organização criminosa.

Grupo é investigado pela prática de estelionatos majorados contra a administração pública. Segundo a polícia, a prática criminosa envolve o levantamento de 14 alvarás de pagamentos judiciais fraudulentos que somam a quantia de R$ 31,8 milhões.

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Os advogados presos na operação tinham acesso ao sistema do Tribunal de Justiça de Goiás e pesquisavam processos parados ou arquivados. Posteriormente, os suspeitos criavam falsos alvarás e colocavam seus nomes como juízes, com ordens para que o banco liberasse os valores depositados nesses processos.

Criminosos tinham ajuda de um gerente do banco para a prática ilícita, segundo o delegado William Bretz. "O golpe estava dando certo porque os criminosos tinham a ajuda do gerente de um banco. Foram 14 saques e tiveram 11 tentativas entre maio e agosto de 2022", declarou.

Golpe foi descoberto pelo serviço de inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás. Em nota, o TJGO destacou que não há o envolvimento de nenhum servidor do Tribunal e reiterou que tem colaborado com as investigações.

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"A operação, que teve sua primeira fase deflagrada em novembro de 2022, é baseada em relatório do Núcleo de Inteligência do TJGO, o que demonstra o alto padrão de segurança e de transparência dos nossos sistemas, propiciando detectar indícios de eventuais práticas criminosas e servindo para apoiar as medidas necessárias por parte da Polícia Civil para a apuração completa dos fatos e a responsabilização dos envolvidos", declarou o TJGO.

A seccional da OAB-GO (Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás) disse acompanhar o caso para garantir o direito de defesa dos advogados envolvidos no esquema fraudulento. "A OAB-GO, por meio de sua Comissão de Prerrogativas (CDP), acompanhou toda a investigação para garantir os direitos e prerrogativas dos advogados, bem como o respeito ao contraditório e à presunção de inocência. Em situações como essa, é prática da Seccional acompanhar de perto todas as investigações para, posteriormente, adotar as medidas necessárias na seara ética, caso seja comprovada qualquer infringência dos deveres funcionais dos advogados envolvidos".

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Suspeitos vão responder pelos crime de estelionato, crime contra a organização pública, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme a polícia, as penas dos 14 estelionatos majorados contra a administração pública consumados e dos 11 tentados, somados aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, podem chegar a quase 100 anos de prisão.

A polícia não informou qual banco era utilizado pelos suspeitos. Como os presos na operação desta quarta não tiveram os nomes revelados, não foi possível localizar suas defesas para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

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