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Gata sobrevive ao ser arremessada do 12º andar de prédio em Curitiba; tutora foi presa

Estadão Conteúdo 06/02/2026 10:03

Uma gata sobreviveu após ser arremessada do 12º andar de um prédio na região central de Curitiba, no Paraná, pela própria tutora, na quinta-feira, 5. A mulher foi presa em flagrante.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com o delegado-chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná, Guilherme Dias, o animal foi torturado antes de ser lançado pela janela. "Ela estava sendo torturada e, por isso, as testemunhas colocaram a cabeça para fora, porque estavam escutando os gritos de terror da gata", afirmou Dias. "Foi aí que verificaram a tutora a arremessando."

O delegado disse que, antes de atingir o solo, a gata bateu no prédio vizinho. As testemunhas acionaram a Polícia Militar, que foi até o local e prendeu a mulher em flagrante. A identidade da suspeita não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar sua defesa.

A gata sofreu traumatismo cranioencefálico, contusão pulmonar e hemorragia severa na região da bexiga. Apesar da gravidade dos ferimentos, ela sobreviveu à queda e foi encaminhada para atendimento veterinário na associação beneficente Grupo Força Animal.

"De acordo com o neto da suspeita, uma mulher chinesa, ela não gosta de gatos, e agressões contra animais eram frequentes", explicou Dias. O caso foi registrado como maus-tratos contra animais.

Outras agressões contra animais

O início de 2026 foi marcado por casos de agressões contra animais que repercutiram em todo o País. Em Florianópolis, em Santa Catarina, o cão Orelha morreu após ser agredido na Praia Brava, no início de janeiro.

SESC PICASSO

Segundo as investigações, Orelha não morreu após agressões cometidas por um grupo, como divulgado inicialmente. A apuração apontou que a morte foi causada por um único adolescente, que chegou a viajar para os Estados Unidos em uma excursão escolar após o crime e retornou antecipadamente ao Brasil a pedido dos investigadores. Na ocasião, os advogados do suspeito afirmaram que a conclusão foi feita com base em 'elementos circunstanciais'.

Na mesma praia em Florianópolis, o cão Caramelo foi vítima de uma tentativa de afogamento, mas sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

CONTADOR - BONUS

Na capital paulista, um cachorro comunitário foi morto com dez tiros no Jardim Três Marias, na zona leste, em 18 de janeiro. A Polícia Civil de São Paulo tenta identificar o homem responsável pelos disparos.

Em Toledo, no Paraná, o cão Abacate morreu em 27 de janeiro após ser baleado. Ele chegou a ser levado por moradores do bairro Tocantins a um hospital veterinário particular, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil do Paraná disse que investiga o caso para identificar o autor do crime.

No mesmo dia, em Campo Bom, no Rio Grande do Sul, o cão Negão foi baleado por um policial militar. A Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul afirmou que determinou que a Corregedoria da Brigada Militar investigue a conduta dos policiais e as circunstâncias do disparo contra o cão.

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