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Garrafa Pacco disputa mercado com copo Stanley e vira queridinha das mulheres

FolhaPress 15/04/2024 12:12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na faculdade, na escola, na academia, no shopping, no salão de beleza. Não importa muito o lugar, fato é que uma garrafa colorida e emborrachada virou a queridinha das mulheres preocupadas com a hidratação. Assim como os cervejeiros adotaram o copo Stanley, muita gente exibe com orgulho sua garrafa Pacco pelas ruas da cidade. E nas redes sociais, claro.

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Mas, afinal, o que ela tem que as outras não têm? Tecnicamente, promete até 24h de bebida gelada, mas basta uma espiadinha na web para concluir que este não é o único motivo que leva muita gente a pagar, a depender do tamanho, entre R$ 200 e R$ 320 por "uma garrafinha Pacco", como ela vem sendo carinhosamente chamada. O design, aqui, é essencial. É o que a tornou quase um símbolo de status.

"Preciso de uma garrafa bonita para começar a beber mais água", diz Alana Friedrich, usuária do Tik Tok, que mostra sua coleção de duas Paccos e uma Stanley (a marca também tem uma linha de garrafas). A tecnologia térmica conta muito, claro, mas em termos estéticos, a Pacco caiu nas graças dos consumidores (mulheres, em sua maioria) por ser personalizável e ter uma cartela de cores fora do padrão, das mais vibrantes às delicadinhas.

Criada em 2013 pela empreendedora paulistana Bridilla Gobbi, responsável hoje pela área de marketing, a empresa começou com a confecção de bolsas térmicas com estilo de bolsa feminina.

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Foi só em 2018 que a Pacco, que até então vendia bolsas e mochilas, entrou no ramo de garrafas, potes e copos térmicos, que hoje representam 90% das vendas. A partir de 2021, a marca testemunhou uma virada de chave significativa em seu crescimento e, o que antes eram sete funcionários, se transformaram em quase 100. A empresa diz que, nos últimos dois anos, expandiu seis vezes em tamanho.

E como a moda começou? Ao contrário de tantos produtos da era do marketing de influência, que conta com a força dos influenciadores para impulsionar tendências e vendas, a marca não precisou disso. Foi através do boca a boca (com uma ajudinha das redes) que a Pacco conseguiu transformar as garrafinhas em tendência.

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"Estabelecemos nossa presença no mercado ao longo destes anos principalmente por meio do marketing orgânico, por meio de prescritores recomendado os nossos produtos. Esse método baseia-se na propagação espontânea, com pessoas reconhecendo o valor dos nossos produtos e recomendando-os organicamente para suas redes de amigos e conhecidos", diz o porta-voz da marca à reportagem.

Nas redes sociais, a marca adota, ao invés de "publi posts", o que chama de parcerias com atletas como Lucas Verthein (Remo), Luara Mandelli (Surfe), Maria Luiza Nunes (Jiu Jitsu) e Isabel Meyer (Surfe), que não são exatamente influenciadores com milhões de seguidores.

Mas passam imagem de saúde, juventude e vitalidade. A Pacco também conta com o marketing gratuito de várias garotas comuns, com poucos ou muitos seguidores, que registram suas garrafinhas (e coleções) nas redes sociais. E veio aí a fórmula do sucesso.

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