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Frio aumenta risco de doenças respiratórias em cães e gatos

Temperaturas mais baixas, ar seco e ambientes fechados favorecem infecções; veterinária orienta sobre sinais de alerta e prevenção

Vitória News 15/07/2026 07:46
Frio aumenta risco de doenças respiratórias em cães e gatos
Imagem gerada por IA/VN

A chegada do inverno exige atenção redobrada com a saúde respiratória de cães e gatos. As baixas temperaturas, a diminuição da umidade do ar e a permanência dos animais em locais mais fechados favorecem a circulação de vírus e bactérias.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Entre os cães, um dos problemas mais frequentes neste período é a traqueobronquite infecciosa canina, conhecida como gripe canina. A doença pode ser provocada por diferentes agentes, entre eles a bactéria Bordetella bronchiseptica e o vírus da parainfluenza canina.

Nos gatos, uma das principais preocupações é a rinotraqueíte infecciosa, causada pelo herpesvírus felino. A infecção pode provocar sintomas respiratórios e também comprometer os olhos do animal.

“O diagnóstico precoce é importante para evitar complicações, especialmente em filhotes, idosos e animais com doenças preexistentes”, alerta Amanda Vaz, especialista do Veros Hospital Veterinário.

Segundo a veterinária, a falta de tratamento adequado pode levar algumas infecções a evoluírem para bronquite crônica, sinusite, insuficiência respiratória e problemas oculares, principalmente em gatos. Também pode ocorrer desidratação, já que o animal doente tende a reduzir a ingestão de água e alimentos.

Os tutores devem observar mudanças no comportamento e procurar atendimento veterinário diante de sinais como tosse persistente, espirros frequentes, secreção nasal ou ocular, respiração acelerada ou com ruídos, cansaço excessivo, perda de apetite, febre, apatia e diminuição da disposição para brincar ou passear.

SESC PICASSO

A prevenção inclui manter a vacinação em dia, evitar exposição prolongada ao frio e a correntes de ar, oferecer locais aquecidos e confortáveis para descanso e conservar os ambientes limpos e ventilados. Também é recomendável impedir o contato com animais doentes e garantir alimentação equilibrada e hidratação adequada.

“Algumas medidas simples ajudam a proteger cães e gatos durante o inverno”, afirma Amanda.

Pets com problemas respiratórios crônicos, como bronquite canina, asma felina e colapso de traqueia, precisam de acompanhamento especial. O ar frio e seco pode aumentar a irritação das vias respiratórias e favorecer crises.

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A atenção também deve ser maior com animais braquicefálicos, que possuem focinho achatado e vias aéreas mais estreitas. Entre eles estão cães das raças Pug, Shih Tzu, Buldogue Francês e Boxer, além de gatos Persas.

“A anatomia dessas raças torna a ventilação nasal menos eficiente e favorece o acúmulo de secreções. Assim, uma inflamação que seria relativamente simples para outro cão ou gato pode provocar desconforto importante em um braquicefálico”, explica a especialista.

Roncos mais intensos, engasgos e esforço para respirar são sinais que exigem avaliação veterinária rápida.

Fonte: Veros Hospital Veterinário

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