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Força Aérea restringe espaço aéreo, poderá derrubar drones e vai usar caças na COP30

FolhaPress 04/11/2025 20:07

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A FAB (Força Aérea Brasileira) vai fechar parte do espaço aéreo de Belém (PA) durante a realização da COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, restringirá aviões, promete derrubar drones em áreas proibidas e fará reabastecimento de caças equipados com mísseis em pleno voo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A COP ocorre de 10 a 21 de novembro e será precedida por um encontro de líderes mundiais, nesta quinta (6) e sexta-feira (7) -as restrições aéreas vão até sábado (8).

As ações de defesa aeroespacial foram detalhadas nesta terça-feira (4) em Brasília pelo COMAE (Comando de Operações Aeroespaciais), da Aeronáutica.

Segundo o tenente-brigadeiro do ar Alcides Teixeira Barbacovi, responsável pelo comando, a Força Aérea atuará com as aeronaves de caça F-5M -equipadas com mísseis Python 4- e A-29 Super Tucano.

Um decreto publicado pelo governo federal na última quinta-feira (30), com validade até domingo, autoriza pilotos desses caças a, inclusive, derrubar aviões considerados hostis.

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Entre outras aeronaves militares serão usados o cargueiro KC-390 Millennium para realizar reabastecimento em voo. "Será um tanque de combustível no ar, fazendo com que o F-5 possa voar o tempo todo", afirma o tenente-brigadeiro.

Os caças da FAB chegaram a Belém na última segunda-feira (3).

Também estarão disponíveis um avião E-99, que que conta com radar para vigilância do espaço aéreo, e helicópteros H-60L Black Hawk para missões de busca e salvamento, além de transporte de equipes para controle de solo.

Conforme o oficial, a Aeronáutica irá operar equipamentos anti-drones em áreas com restrição, como nas proximidades do aeroporto de Belém, para aumentar a segurança da navegação aérea em virtude do aumento no numero de voos por causa da conferência do clima.

"Trouxemos esses equipamentos [para Belém] porque temos um aeroporto muito próximo da cúpula", afirma o oficial Barbacovi.

O decreto também faz restrição do espaço aéreo, com proibição de acesso de aeronaves não permitidas, por exemplo, nas proximidades do centro de convenções do evento.

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Na área branca, os aviões deverão ser previamente autorizados.

Já nas áreas amarela e vermelha, é necessário submeter o pedido de autorização especial de voo ao Comando de Operações Aeroespaciais.

Na área amarela não serão permitidas aeronaves remotamente tripuladas, como drones.

Na de supressão, atingindo a um raio de 2 km, do centro de convenções, só poderão entrar ou sair aeronaves cumprindo missões de apoio à vida, também mediante de autorização da Aeronáutica.

"A ativação das áreas ocorrerá 1h antes do início dos eventos da cúpula, até 1h após o final deles", afirma a Força Aérea.

Por causa da conferência do clima, foram feitas reformas na Base Aérea de Belém. Houve, por exemplo, ampliação do pátio operacional. A expectativa é que o local possa receber mais de 80 aeronaves por dia e ampliar a capacidade de estacionamento para dez aviões simultaneamente. A FAB espera cerca de 150 delegações na cidade.

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O governo Lula (PT) decretou uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem) em algumas áreas de Belém durante a conferência. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira.

O texto incluiu também ações das Forças Armadas "em áreas com infraestruturas críticas" nas cidades de Altamira e Tucuruí: entre elas as usinas de Belo Monte e de Tucuruí. A GLO dura até o próximo dia 23.

De caráter excepcional e temporário, a GLO é uma ação militar que reúne as Forças Armadas a partir de ordem do presidente. A medida é aplicada em graves situações de perturbação da ordem, quando há esgotamento das forças tradicionais, e, na prática, autoriza militares a atuar com poder de polícia.

O documento prevê também ações das Forças Armadas nas vias de ida e de retorno das comitivas entre o Parque da Cidade e o Porto de Outeiro, nas vias de acesso e saída entre o aeroporto, a base aérea de Belém e os locais de evento ou de hospedagem. Além disso, as Forças Armadas também atuarão em rios e baías.

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