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Feira de segurança em SP traz detector de drones e 'SmartSampa' da PM

FolhaPress 26/10/2025 18:00

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Tecnologias antidrone, armamentos compactos letais e não letais, fuzis e blindagens veiculares de polietileno, um tipo de plástico, foram os destaques da 5ª Edição do Congresso de Operações Policiais (COP) Internacional, em São Paulo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Com três dias de duração, entre 23 a 25 de outubro, o evento reuniu 18 mil pessoas, segundo a organização, e mais de 80 expositores nacionais e internacionais que vendem soluções tecnológicas às áreas de segurança pública e defesa.

Algumas já são implementadas no Brasil, e outras ainda passam por fases de testes. É o caso do fuzil Kuna, projetado pela americana Springfield Armory a pedido da Polícia Militar de São Paulo. A corporação buscava uma arma compacta nos calibres .40 e .9mm.

Construído com polímero de alta resistência, alumínio aeronáutico e aço, o fuzil é ambidestro e, no caso do calibre .40, já passou nos primeiros testes da PM. Houve apenas uma falha entre os 40 mil disparos efetuados. Avaliações para o modelo .9mm estão previstos ao início de novembro.

Há ainda outras etapas pelas quais o Kuna deve passar. Elas vão avaliar a durabilidade do armamento, precisão dos disparos e a fatores como a resistência do fuzil a quedas, por exemplo.

SESC PICASSO

Do outro lado do corredor uma proposta diametralmente oposta à do fuzil era apresentada pela brasileira Condor, empresa especializada na produção de armamentos não letais: uma pistola com munições de borracha.

O diferencial, afirmaram à Folha responsáveis pelo estande, está na facilidade de manuseio do armamento, mais compacto do que as tradicionais espingardas que disparam esse tipo de munição. Recém-lançado, o modelo já foi adquirido por estados brasileiros, como a Bahia, e também por Guardas Municipais ou Polícias Municipais.

"Balas de borracha" são tradicionalmente associadas a protestos –em São Paulo, a PM anunciou em 2023 um plano de substituição gradual dessas munições—, mas valem também a outros cenários, a exemplo da segurança em presídios.

A poucos passos dali a chinesa Hytera exibia ao público duas novidades que, segundo a empresa, podem revolucionar a maneira como são feitas abordagens por forças de segurança.

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São dois equipamentos distintos. O primeiro é uma câmera que filma dentro e fora da viatura. O segundo, por sua vez, é uma câmera corporal semelhante àquela utilizada por agentes da PM paulista.

Ambas possuem capacidade de armazenar uma ampla gama de informações idêntica à utilizada pelo sistema Smart Sampa, bandeira do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que cruza o rosto de pessoas filmadas em locais públicos com banco de dados do Poder Judicário para identificar foragidos.

A diferença é que o alerta quando algum criminoso é encontrado não é repassado a uma central: a própria câmera passa alerta o policial em casos assim.

Há também novidades no mercado de drones –ou contra o uso indevido deles– por meio de uma parceria da brasileira Arsitec com empresas alemãs. São três equipamentos que conseguem não apenas derrubar drones como também identificar o exato local onde estão as pessoas que operam os veículos aéreos não tripulados.

A tecnologia vale apenas a drones comerciais e não se aplica a equipamentos militares. Mas isso já basta, disse à reportagem um representante presente no evento, para que países reforcem a defesa de suas fronteiras ou de aeroportos.

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Do outro lado do salão da São Paulo Expo, onde o congresso foi realizado, a Atech, empresa do grupo Embraer, expunha tecnologia semelhante produzida em solo brasileiro. A solução desenvolvida detecta e neutraliza drones suspeitos a partir de sensores, radares e câmeras. O modelo rastreia rotas dos equipamentos e o comportamento aéreo deles.

Apesar do foco em inteligência artificial e drones, outras tecnologias voltadas à segurança estavam no evento.

A Protecta, por exemplo, exibiu a recém-lançada blindagem veicular feita de polietileno, um tipo de plástico. Isso permite, segundo a empresa, que veículos de alta performance não saiam prejudicados pelo peso do aço, material tradicionalmente usado em blindagens veiculares.

O modelo apresentado não se limita a uma simples sobreposição do polietileno sobre o carro. O material, na verdade, possui camadas de prensa e calor que, juntas, evitam a perfuração até de calibres .44 ou .357.

Ao todo, 84 expositores e 15 delegações participaram do Congresso com inovações de mais de dez países –além da China, Alemanha e Estados Unidos, empresas exibiram também tecnologias de países como Israel, Áustria, França e Estônia, entre outros.

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