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Exército vai alterar portaria de armas após pressão da bancada da bala

FolhaPress 01/06/2024 11:14

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Exército vai alterar uma portaria publicada há duas semanas para aumentar de dois para quatro o número de armas que policiais e bombeiros militares inativos podem ter.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A mudança foi acertada após deputados da bancada da bala levarem o pedido ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e ao comandante do Exército, general Tomás Paiva.

Os congressistas reclamam que a portaria recente do Exército é muito restritiva aos policiais militares aposentados ao permitir a posse de duas armas e vetar acesso a armamentos de uso restrito.

A nova regra deve equiparar os policiais da ativa e os aposentados. Cada um terá direito a possuir quatro armas, sendo duas de uso restrito e duas de uso permitido.

As demandas da bancada da bala foram apresentadas em duas reuniões com Múcio e o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Manoel Carlos de Almeida Neto.

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Após o primeiro encontro, na última semana, o Exército fez um estudo para ver se poderia atender à demanda dos deputados, segundo militares com conhecimento do tema. Múcio e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também se encontraram para debater o tema.

Na última terça-feira (28), o ministro da Defesa marcou nova reunião com os deputados da bancada da bala para anunciar a decisão de alterar a portaria.

O deputado Coronel Ulysses (União Brasil-AC) comemorou: "Aquela portaria que prejudicava os policiais, especialmente os inativos, vai ser suspensa e nos próximos dias será editada a nova portaria. A nossa luta valeu a pena".

No governo Lula (PT), o entendimento é que a lei Orgânica da Polícia Militar já prevê a paridade entre policiais ativos e inativos —e, por isso, a demanda da bancada da bala poderia ser atendida.

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Entretanto, os policiais inativos só poderão ter duas armas de porte, ou seja, não poderão adquirir fuzil. Já os policiais da ativa podem ter até um fuzil.

Em nota, o Exército disse que realizou "reunião com integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, no intuito de aperfeiçoar a norma" e que "uma nova portaria será publicada oportunamente".

A reivindicação dos policiais, levada pela bancada da bala, é de que eles precisavam ter uma garantia de que poderiam permanecer com as armas que já tinham. Geralmente, esse grupo possui .40 e 9mm, que são de uso restrito.

A arma de uso restrito é autorizada exclusivamente para as Forças Armadas, instituições de segurança pública e pessoas físicas e jurídicas devidamente autorizadas pelo Exército, como os CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores).

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A portaria já sofreu diversas mudanças desde o início do governo Lula (PT). Em janeiro, o Exército emitiu uma portaria que permitia a agentes de segurança a adquirir até cinco armas de uso restrito, incluindo fuzis, para uso pessoal em todo o país. A portaria foi suspensa dias depois.

Em maio, o Exército revisou a portaria, reduzindo o limite de cinco para duas armas de uso restrito, podendo obter apenas um fuzil.

Com a nova norma, poderão ser adquiridas até quatro armas de fogo, das quais até duas poderão ser de uso restrito e duas de uso permitido.

Além disso, o governo Lula (PT) liberou a compra de insumos para recarga como uma alternativa à compra de munição, o que continua suspenso nessa nova norma.

A portaria foi considerada à época como mais um aceno da atual gestão aos policiais militares, que formam a base política de Jair Bolsonaro (PL). O governo já havia sinalizado apoio à aprovação do projeto que estabelece a Lei Orgânica da Polícia Militar, uma das principais demandas da bancada da bala.

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