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Ex-seleção brasileira, jogador Anderson Talisca vira cantor e sonha com Rock in Rio

FolhaPress 24/09/2025 08:48

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quem vê os chutes potentes de fora da área do meia-atacante Anderson Talisca, 31, talvez não imagine, mas por baixo do uniforme do Fenerbahçe (Turquia), bate o coração de um cantor de trap e R&B que leva a sério a sua segunda profissão —que, por pouco, não foi a primeira.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"A arte veio antes da bola. Para ganhar bolsa na época de escola, era preciso matricular a criança em aulas de futebol, dança, tênis. E eu fui para música. O colégio me ensinou a ser artista. Participava de desfile de 7 de setembro, toquei em banda de axé", diz o atleta, natural de Feira de Santana (BA). Talisca chegou a ser convocado para a seleção brasileira em 2014 e 2018 e, em sua persona musical, atende por Spark.

Adepto das letras melódicas, a maioria delas sobre romance e relacionamentos, ele já tem um disco lançado, "Notas", além de clipes espalhados pelo YouTube. Dentre eles o de "Felina", com L7nnon, e "Sou Eu". Ambos ultrapassam a marca de 1 milhão de visualizações. No mês de outubro, Talisca, ou melhor, Spark lançará o single "Tempo Certo"

Ele diz que seu lado artista não prejudica o atleta. Pelo contrário: uma atividade complementa a outra. "A música e o futebol me fizeram entender a importância da dedicação, de buscar ser melhor a cada dia e me capacitaram como ser humano. Ter duas tarefas requer uma mentalidade mais forte", afirma.

SESC PICASSO

Ele usa seu período de férias para poder gravar (tem até estúdio dentro de casa), lançar e fazer shows. Nas próximas semanas, fará apresentações pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. E Spark pensa grande. "Quero participar de festivais maneiros como o The Town e o Rock in Rio", diz. Seria um salto e tanto. Ela conta que, no ano passado, fez uma apresentação para 8.000 fãs em Goiânia (GO).

Para chegar lá, Talisca vem se preparando. "Faço aula de canto de duas a três vezes por semana, tenho um produtor que está comigo há cinco anos e uma equipe por trás para vender os shows e cuidar de tudo. Levo a sério. Sempre fui reservado, mas a música me dá empoderamento e me liberta", complementa.

CONTADOR - BONUS

Perguntado sobre Gabriel Barbosa, o Gabigol, atualmente no Cruzeiro, ele diz que, ao contrário do jogador, não "surfa a onda" musical. O camisa 9 do clube mineiro também é amante do trap e tem clipes no YouTube nesse estilo.

"Ele surfou na música, e no meu caso é algo que vem desde criança. Não é um hobby. Quando não tem desenvoltura e talento, não se desenvolve. Spark é coisa séria", afirma.

Mas a carreira musical fica para fora dos campos. Na hora de concentrar para um jogo, as canções não entram no vestiário. "Alguns colegas de clube até escutam o que faço, mas eu fico focado na partida. Minha grande virtude é separar bem as coisas."

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