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Estados do Norte e Nordeste lideram pedidos de câmeras corporais ao Ministério da Justiça

FolhaPress 26/09/2024 14:21

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - As regiões Norte e Nordeste do Brasil lideram as adesões ao programa de câmeras corporais para agentes de segurança pública coordenado pelo Ministério da Justiça.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os estados que aderirem ao programa lançado pelo governo Lula (PT) terão que seguir as diretrizes estabelecidas pela pasta em maio deste ano, que determinam o uso obrigatório dos equipamentos em operações policiais, ações ostensivas e em situações de contato com presos.

O Ministério da Justiça é responsável por financiar o programa, implementar o projeto de padronização de procedimentos e fornecer consultoria técnica. Já a aquisição das câmeras cabe aos municípios, que devem usar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, podendo também utilizar recurso próprio para isso.

Todos os estados da região Norte aderiram ao programa (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). No Nordeste, 6 dos 9 estados já confirmaram participação: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

Em contraste, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul tiveram uma adesão mais tímida, com a inscrição de apenas um estado de cada: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraná, respectivamente.

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O Ministério da Justiça afirma, contudo, que não há um prazo final para que outros estados possam aderir ao projeto.

No lançamento do programa de câmeras corporais, a pasta definiu 16 situações em que o uso dos dispositivos é obrigatório, tanto para policiais como para agentes penais, dentro e fora do sistema prisional.

As novas diretrizes nacionais estabelecem três modalidades de ativação das câmeras: automática, remota ou manual, realizada pelos próprios membros das forças de segurança.

Na modalidade de acionamento automático, que deve ser preferencialmente adotada, a gravação começa assim que o equipamento é retirado da base e segue até sua devolução, registrando todo o turno de serviço.

O Ministério da Justiça diz ainda que, desde 2019, oito estados receberam financiamento do Fundo Nacional de Segurança Pública para o projeto de câmeras corporais. São eles Espírito Santo, Roraima, Rondônia, Acre, Piauí, Pará, Ceará e Paraíba, totalizando R$ 27,2 milhões em recursos.

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A implementação e ampliação dos projetos de câmeras corporais pelos órgãos de segurança pública serão, inclusive, levadas em consideração para o repasse dos recursos dos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário Nacional.

Os estados que desejarem obter recursos para a instalação de câmeras nos uniformes de policiais deverão seguir as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça.

ESTADOS QUE ADERIRAM AO PROGRAMA

- Norte: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins

- Nordeste: Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Sergipe

- Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul

- Sudeste: Rio de Janeiro

- Sul: Paraná

CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE AS CÂMERAS DEVEM SER LIGADAS

Atendimento de ocorrências;

Atividades que demandem atuação ostensiva, seja ordinária, extraordinária ou especializada;

Identificação e checagem de bens;

Buscas pessoais, veiculares ou domiciliares;

Ações operacionais, inclusive aquelas que envolvam manifestações, controle de distúrbios civis, interdições ou reintegrações possessórias;

Cumprimento de determinações de autoridades policiais ou judiciárias e de mandados judiciais;

Perícias externas;

Atividades de fiscalização e vistoria técnica;

Ações de busca, salvamento e resgate;

Escoltas de custodiados;

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Todas as interações entre policiais e custodiados, dentro ou fora do ambiente prisional;

Durante as rotinas carcerárias, inclusive no atendimento aos visitantes e advogados;

Nas intervenções e resolução de crises, motins e rebeliões no sistema prisional;

Nas situações de oposição à atuação policial, de potencial confronto ou de uso de força física;

Nos sinistros de trânsito;

No patrulhamento preventivo e ostensivo ou na execução de diligências de rotina em que ocorram ou possam ocorrer prisões, atos de violência, lesões corporais ou mortes.

MODALIDADE DE USO

Por acionamento automático, quando a gravação é iniciada desde a retirada do equipamento da base até a sua devolução, registrando todo o turno de serviço; ou quando a gravação é configurada para responder a determinadas ações, eventos, sinais específicos ou geolocalização;

Por acionamento remoto, quando a gravação é iniciada, de forma ocasional, por meio do sistema, após decisão da autoridade competente ou se determinada situação exigir o procedimento;

Por acionamento dos próprios agentes para preservar sua intimidade ou privacidade durante as pausas e os intervalos de trabalho.

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