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ES equipara salário de oficiais da PM a delegados após reajuste

Aumento aprovado eleva salários e gera debate sobre impacto fiscal e diferença dentro das corporações

Vitória News 02/04/2026 09:46
ES equipara salário de oficiais da PM a delegados após reajuste
Foto: PMES/Divulgação/Ales

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou, em regime de urgência, um projeto que reajusta os subsídios dos oficiais superiores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A medida estabelece a equiparação salarial com os delegados da Polícia Civil.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O reajuste será aplicado em duas etapas. A primeira entrou em vigor em abril, com percentuais diferentes por patente: majores terão aumento de 3,68%, tenentes-coronéis de 2,7% e coronéis de 4,5%. A segunda etapa está prevista para dezembro de 2026, com reajuste linear de 4% para os três níveis.

A proposta gerou debate no plenário, principalmente por contemplar apenas os oficiais superiores, sem incluir outras patentes das corporações. Parlamentares discutiram a necessidade de ampliar a valorização para toda a estrutura da segurança pública.

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Segundo a justificativa do governo, a medida busca corrigir distorções históricas na remuneração e alinhar os salários com outras carreiras típicas de Estado, além de tornar mais previsível a progressão na carreira.

Na prática, os novos valores elevam os salários das principais patentes de comando:

PatenteAtualAbril/2026Dez/2026
CoronelR$ 33.247R$ 34.743R$ 36.132
Tenente-coronelR$ 30.224R$ 31.040R$ 32.282
MajorR$ 25.187R$ 26.094R$ 27.137

O aumento também representa ganho direto no bolso dos oficiais:

PatenteAumento mensal (abril)Aumento total até dez/2026
Coronel+ R$ 1.496+ R$ 2.885
Tenente-coronel+ R$ 816+ R$ 2.057
Major+ R$ 907+ R$ 1.950

Considerando o impacto anual por profissional, os valores adicionais podem superar R$ 37 mil por ano no caso de coronéis ao final do reajuste, ampliando o peso da folha salarial nas corporações.

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Embora não haja estimativa oficial consolidada do impacto total nas contas públicas, o reajuste ocorre em um contexto de pressão por gastos e discussão sobre equilíbrio fiscal. O aumento concentrado no topo da carreira também levanta debate sobre a distribuição interna dos recursos.

A proposta se aplica igualmente aos oficiais superiores do Corpo de Bombeiros, que exercem funções de comando, planejamento e coordenação de operações de alta complexidade.

Para o governo, a reestruturação fortalece a gestão das corporações e corrige distorções salariais. Já entre críticos, o ponto central é a ausência de reajuste para outras patentes, o que pode ampliar diferenças dentro da tropa.

No entanto, o reajuste não contempla toda a estrutura das corporações, o que tem gerado questionamentos dentro e fora do plenário.

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Ficaram de fora do aumento os oficiais intermediários e subalternos, como capitães, tenentes e aspirantes, além de toda a base da tropa, incluindo sargentos, cabos e soldados.

Na prática, isso significa que o benefício ficou concentrado no topo da carreira, onde estão os cargos de comando e gestão. Para esses grupos não contemplados, não há previsão de reajuste dentro deste projeto.

A exclusão dessas patentes reforça o debate sobre desigualdade interna nas corporações, já que a diferença salarial entre os níveis pode aumentar após a implementação completa dos novos valores.

Parlamentares chegaram a discutir a ampliação do reajuste para outras faixas da carreira, mas a proposta foi mantida com foco apenas nos oficiais superiores.

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