Estado supera 200 perfis por 100 mil habitantes e reforça uso de DNA na elucidação de crimes
A Polícia Científica do Espírito Santo ultrapassou a marca de 200 perfis genéticos cadastrados a cada 100 mil habitantes, ampliando o uso de dados de DNA em investigações criminais e identificação de pessoas desaparecidas. O resultado foi alcançado pelo Laboratório de DNA Forense (LABDNA), vinculado ao Instituto de Laboratórios de Análises Forenses.
Atualmente, o Banco Estadual de Perfis Genéticos reúne 9.646 registros integrados à base nacional. A maior parte dos perfis é de condenados (7.778), seguida por vestígios coletados em locais de crime (748), restos mortais não identificados (533) e registros ligados a pessoas desaparecidas e seus familiares (405), além de 11 casos de pessoas vivas com identidade desconhecida.
Ferramenta contribui para investigações
O banco genético capixaba já auxiliou em mais de 86 investigações e possibilitou a identificação de 30 pessoas desaparecidas. Os dados integram a Rede Integrada de Perfis Genéticos, coordenada em nível nacional, que reúne mais de 272 mil perfis cadastrados.
A utilização dessas informações permite cruzamentos entre vestígios coletados em diferentes ocorrências, contribuindo para a elucidação de crimes e para o reconhecimento de vítimas sem identificação.
Reconhecimento e estrutura
O desempenho da equipe do laboratório foi reconhecido com homenagem da Polícia Federal, responsável pela coordenação da rede nacional. O LABDNA, criado em 2006, completa duas décadas de atuação neste ano.
No Espírito Santo, o banco estadual foi instituído em 2014 e segue ampliando o número de registros, com coleta de material genético em diferentes frentes, conforme previsto na legislação.
O avanço do banco de dados reforça o uso de tecnologia como instrumento de apoio à segurança pública, especialmente em investigações complexas e na busca por pessoas desaparecidas.