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El Niño volta e acende alerta para seca e chuva forte no Brasil

Fenômeno já está ativo no Pacífico Equatorial e deve influenciar o clima do país nos próximos meses

Vitória News 14/06/2026 06:56

O El Niño está oficialmente de volta e já mobiliza órgãos de monitoramento climático e defesa civil no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as condições típicas do fenômeno foram identificadas no Oceano Pacífico Equatorial e devem persistir até o verão austral de 2026/2027.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A confirmação também foi feita pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que informou que o El Niño deve ganhar força ao longo dos próximos meses. De acordo com o monitoramento, há possibilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a região. Historicamente, o fenômeno está associado à redução das chuvas em áreas do Norte e do Nordeste, o que pode aumentar o risco de estiagem, perda de umidade do solo, pressão sobre reservatórios e ocorrência de incêndios florestais em períodos mais secos.

Na Região Sul, o comportamento costuma ser diferente. O El Niño tende a favorecer chuvas acima da média, o que eleva a atenção para alagamentos, enchentes, cheias de rios e outros transtornos provocados por precipitações intensas. O Rio Grande do Sul aparece entre os estados que exigem monitoramento mais cuidadoso ao longo do segundo semestre.

SESC PICASSO

Diante do cenário, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reuniu órgãos federais para alinhar medidas de prevenção, mitigação e resposta a possíveis eventos extremos. A Defesa Civil Nacional informou que acompanha a evolução do fenômeno e mantém articulação com estados e municípios.

Especialistas reforçam, porém, que os impactos não podem ser definidos com precisão absoluta neste momento. A influência do El Niño depende da combinação com outros sistemas atmosféricos, que podem ampliar ou reduzir os efeitos em cada região.

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Mesmo assim, a recomendação é de planejamento. O monitoramento antecipado permite que governos, produtores rurais, concessionárias de água, setores de energia e defesas civis locais se preparem para cenários de seca, calor, chuva intensa ou elevação do nível dos rios.

O Inmet afirma que continuará acompanhando as anomalias de temperatura da superfície do mar e os demais indicadores oceânicos e atmosféricos ligados ao fenômeno. Novas atualizações devem orientar as ações preventivas ao longo dos próximos meses.

Fonte: Inmet, NOAA e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

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