Uma vitória marcada pelo sofrimento. Assim pode ser sintetizada a estreia do sérvio Novak Djokovic no ATP de Pequim nesta quarta-feira. O ex-número 1 do mundo precisou pedir atendimento médico, mas teve foco suficiente para superar o português Nuno Borges, 49º do ranking, em sets diretos, parciais de 6/3 e 7/6 (7/2) e, assim, avançar no torneio.
O esforço valeu a pena e lendário tenista ampliou o seu recorde ao sacramentar a 30ª vitória na competição. Maior campeão de Pequim, ele voltou a participar do torneio após um intervalo de 11 anos atrás de seu sétimo troféu.
Na entrevista, o veterano de 39 anos disse que um dos segredos para superar o seu rival foi o saque. "Acho que sofri um pouco fisicamente no segundo set e realmente precisava do saque. Consegui fazê-lo funcionar e ele me ajudou muito nos momentos cruciais", afirmou o atual 11º do mundo.
Diante do cenário complicado (ele parecia ter dificuldades para respirar em alguns momentos do confronto), o sérvio afirmou que a eficiência no serviço foi fundamental para definir os pontos de forma rápida. "Sacar bem, ganhar pontos de graça com o primeiro saque e ter um alto percentual faz a vida ficar mais fácil. Neste nível, isso representa uma enorme vantagem", comentou.
A partida contou com um público estimado de 14 mil pessoas. Djoko exaltou a participação da torcida e disse se sentir muito à vontade quando joga em Pequim.
"O que tenho vivido aqui ao longo da minha carreira, com os torcedores, e a interação que tenho com eles, não encontro em nenhum outro lugar do mundo. A paixão, a lealdade e o compromisso que demonstram comigo são realmente extraordinários".
Na próxima rodada, o sérvio vai ter pela frente o anfitrião Bu Yumchaokete. O tenista, atual 104º do mundo, enfrenta Djokovic pela primeira vez no circuito profissional.