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'Dizia que nossa separação seria a morte', diz vítima que fugiu de padrasto

FolhaPress 19/09/2025 14:04

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A mulher de 29 anos que fugiu do cárcere após 22 anos sendo abusada sexualmente pelo padrasto afirmou que ainda tem medo do homem, mesmo após ele ter sido preso.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Ele é uma pessoa agressiva. Eu tinha muito medo e ainda tenho", afirmou a mulher, que engravidou três vezes do homem por causa dos abusos sexuais que viveu. Ela falou sobre o assunto sem se identificar em entrevista ao canal paranaense RPC.

Segundo a vítima, o homem era possessivo e falava que "só a morte" separaria os dois. "Dizia que se eu não fosse dele, não seria de mais ninguém, que nossa separação seria só a morte", afirmou.

A mulher, que morava em Araucária (PR), engravidou pela primeira vez aos 15 anos, mas vivia abusos sexuais desde os sete. Ela contou que, quando o suspeito deixou a mãe dela, foi forçada a se relacionar com ele. Não foi revelado se a mãe também sofria abusos.

Relembre o caso

Vítima conseguiu escapar do cárcere na terça-feira em Araucária (PR). Ela disse que precisava levar os filhos a uma consulta médica, mas foi para a delegacia da cidade e denunciou o padrasto. As informações são da Polícia Civil do Paraná.

SESC PICASSO

Ela raramente tinha permissão para sair de casa e teve três filhos com o padrasto. O suspeito também forçava a enteada a manter relações sexuais com outros homens e gravava os abusos, segundo o delegado do caso, Eduardo Kruger.

Delegado disse que o padrasto mantinha controle emocional sobre a vítima para mantê-la em cárcere. Além de ser abusada sexualmente, ela também sofria abusos físicos, psicológicos e era monitorada por câmeras de segurança.

Padrasto foi preso em flagrante após a jovem procurar a delegacia. A Justiça do Paraná converteu a prisão para preventiva.

Suspeito por estupro de vulnerável, estupro, privação de liberdade e violência psicológica. Somadas, as penas podem ultrapassar cem anos de prisão.

CONTADOR - BONUS

Por se tratar de um crime de abuso sexual, as identidades dos envolvidos não foram divulgadas. Por esse motivo, o UOL não conseguiu localizar a defesa do suspeito.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 —Central de Atendimento à Mulher— e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

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