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Desembargador nega recurso do MP-SP e mantém viúva de Igor Peretto solta

FolhaPress 22/10/2025 08:37

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O desembargador Geraldo Wohlers, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), negou recurso apresentado pelo MP-SP para que a viúva de Igor Peretto voltasse à prisão e fosse a júri popular. O empresário foi morto a facadas em Praia Grande em agosto.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Circunstâncias não autorizam concessão do pedido, argumentou desembargador. Segundo o magistrado, esse tipo de pedido, uma cautelar inominada criminal, só é atendido em situações excepcionais. A decisão foi assinada na última sexta-feira e publicada nesta segunda-feira (20).

Juiz de 1ª instância invadiu competência dos jurados, segundo o promotor Rafael Vida. Para ele, cabe ao Tribunal do Júri, e não ao juiz singular, decidir sobre o grau de participação da acusada.

Recurso do MP-SP também rebatia o argumento do juiz de que não há indícios suficientes contra Rafaela. O promotor cita Rafaela atraiu a vítima ao local do crime, que houve comunicação constante com os outros envolvidos durante e que após o homicídio, houve uma fuga conjunta e adulteração de provas do celular dela.

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Decisão que soltou Rafaela manteve Mario Vitorino e Marcelly Peretto presos. O juiz determinou que eles fossem a júri popular.

ENTENDA O CASO

Igor Peretto foi morto a facadas em 31 de agosto de 2024. Os golpes, aproximadamente 40, foram desferidos por Mario no apartamento de Marcelly.

Investigações apontam a descoberta de traição como motivação para assassinato. A irmã da vítima, Marcelly, estaria tendo um caso com Rafaela, esposa de Igor. Rafaela, por sua vez, também vivia um relacionamento amoroso com Mario, casado com Marcelly.

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Réus também miravam vantagem financeira. Em julho, o Ministério Público pediu que os acusados fossem a júri popular e disse que existem indícios no caso de que, com a morte de Igor, Mario assumiria o controle da empresa que administrava com a vítima, Rafaela herdaria os bens dele, já que eram casados, e Marcelly, ao se relacionar com ambos, também seria beneficiada com os ganhos.

MP entendeu que, juntos, os três premeditaram o crime por verem Igor como um empecilho. Vítima descobriu caso momentos antes de crime, por meio de uma ligação de Rafaela a Mario, quando os dois homens estavam no mesmo carro após saírem de uma festa.

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