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Delegado que investigou queda de balão é demitido

FolhaPress 11/11/2025 13:08

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O delegado Rafael Gomes de Chiara, que investigou a queda de balão com oito mortos em Praia Grande (SC), em junho, foi exonerado do cargo na Polícia Civil de Santa Catarina.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Exoneração foi publicada no Diário Oficial do estado na sexta-feira. Ele era titular da delegacia de Santa Rosa do Sul, que investigou o caso e concluiu o inquérito no começo de outubro sem indiciar ninguém pelo acidente.

Governo de Santa Catarina listou dois processos administrativos diferentes como motivadores da demissão, ambos do ano de 2022. Um deles é referente ao uso inadequado de um carro apreendido pela polícia e outro sobre críticas públicas que o delegado teria feito à Corregedoria da Polícia Civil.

Entendimento da polícia é de que Chiara agiu com improbidade no exercício da função e "se eximiu do dever de policial" nos casos em questão. A defesa dele nega que isso tenha motivado a demissão e fala em "viés político" na decisão (veja mais abaixo).

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Decisão do estado também impede que o servidor demitido assuma qualquer cargo público pelos próximos seis anos. A exoneração foi baseada no Estatuto da Polícia Civil do estado.

Falta de indiciados no inquérito da queda do balão fez com que delegado sofresse "ataques públicos e privados", segundo a defesa. Em nota enviada ao UOL, a advogada de Chiara, Franciele Kuhnen, afirmou que o delegado-geral da Polícia ligou para ele para anunciar que pediria sua demissão.

Procedimentos administrativos estavam "paralisados há anos" e foram "ressuscitados" após conclusão do inquérito, diz advogada. Na nota, a defesa afirma que o delegado "não cedeu às pressões e se recusou a indiciar pessoas sem fundamento jurídico".

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Advogada afirmou que vai tomar medidas judiciais para reverter situação. Ela afirma que seu cliente "apenas cumpriu a lei" e menciona "tentativa de retaliação" contra ele.

RELEMBRE O ACIDENTE

Oito pessoas morreram e 13 sobreviveram a uma queda de balão na cidade catarinense. O caso aconteceu no dia 21 de junho, quando o veículo pegou fogo durante voo.

Os que morreram na queda não conseguiram saltar no início do incêndio. Ao perceber o fogo, o piloto teria conseguido baixar o balão e, ao se aproximar do solo, ele ordenou que as pessoas pulassem e saltou do balão com elas, disse o responsável pela delegacia de Praia Grande, Tiago Luiz Lemos, ao UOL na época do caso.

Alguns passageiros, porém, não conseguiram deixar a aeronave que, mais leve, alçou voo. No ar, quatro pessoas pularam e quatro morreram carbonizadas. Queimado, o balão caiu na comunidade de Cachoeira do Bom Jesus, em Praia Grande.

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Entre os mortos estão mãe e filha, dois casais e um médico.

As chamas começaram no cesto do balão, por causa de um maçarico. A informação preliminar foi passada por Lemos.

Cinco feridos foram encaminhados a hospital municipal, dois com queimaduras leves de 2º grau. Segundo o Hospital Nossa Senhora de Fátima, três mulheres e dois homens, todos com ferimentos leves, foram devidamente atendidos, medicados e receberam alta hospitalar em seguida.

Imagens publicadas nas redes sociais registraram o momento em que o balão cai. A lona pega fogo, e o cesto se solta de uma altura considerável do chão.

O balão pertencia à empresa Sobrevoar, que disse na ocasião cumprir todas as normas estabelecidas pela Anac. Em nota publicada nas redes sociais, a empresa destacou que não tinha registros de acidentes anteriores.

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