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Defesa Civil libera 48 imóveis para retorno das famílias afetadas por explosão no Jaguaré

Estadão Conteúdo 12/05/2026 21:12

A Defesa Civil de São Paulo liberou o retorno de famílias para 48 imóveis que foram atingidos pela explosão no Jaguaré, bairro da zona oeste da capital paulista, na tarde de segunda-feira, 11. Uma vistoria realizada nesta terça, 12, avaliou as condições de 52 casas que sofreram avarias com o acidente e identificou que os espaços não possuem riscos estruturais. Somente quatro residências seguem interditadas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Os imóveis liberados ficam na comunidade Senhora das Virtudes II, na região das ruas Doutor José Benedito Moraes Leme e da Rua Piraúba, foco da explosão. Conforme o governo de São Paulo, 160 pessoas foram afetadas, sendo que 61 desabrigados passaram a noite em um hotel pago pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).

Além de providenciar a hospedagem em hotel, as empresas também se comprometeram a fornecer um auxílio emergencial no valor de R$ 5 mil. Ao todo, 194 pessoas chegaram a se cadastrar para receber a ajuda.

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Ambas as companhias realizavam serviços de reparo no local antes da explosão. Em nota conjunta, publicada na noite de segunda, as empresas informaram que o acidente aconteceu durante uma obra de remanejamento de tubulação de água, feito pela Sabesp, quando uma rede de gás foi atingida. Segundo moradores, um vazamento teria sido identificado após a perfuração de uma tubulação e a Comgás foi chamada para fazer o reparo.

As causas do acidente são investigadas pela perícia realizada pelo Instituto de Criminalística, com apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em parceria com as concessionárias.

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"Existem duas frentes de avaliação, uma da polícia técnico-científica, que fará um laudo para subsidiar a investigação criminal; a outra é a validação estrutural desses imóveis para que as pessoas possam retornar às suas casas", explicou o tenente Maxwell Souza, porta-voz da Defesa Civil.

A explosão provocou a morte de um homem de 50 anos e deixou outras três pessoas feridas. Conforme o tenente Souza, um dos sobreviventes já recebeu alta, enquanto os outros dois feridos permanecem hospitalizados, mas o quadro de ambos é estável.

O Estadão teve acesso ao interior de um dos imóveis atingidos. A casa sofreu severos danos. A porta de um dos quartos chegou a ser arremessada com o impacto da explosão. No banheiro, o box de vidro quebrou por inteiro e o chuveiro chegou a se desprender da parede.

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Do quarto desta residência é possível ver imóveis totalmente destruídos e perceber que as janelas de um prédio da frente tiveram os vidros quebrados e as estruturas metálicas retorcidas. Os moradores do edifício em questão, de cerca de 320 apartamentos, precisaram ser retirados. Mais tarde, ainda na segunda-feira, receberam autorização da Defesa Civil para retornar às suas casas.

Conforme a Defesa Civil, as casas vistoriadas serão catalogadas em quatro níveis que variam conforme o risco de desabamento:

- Verde: o imóvel está liberado, e as famílias poderão retornar imediatamente;

- Amarelo: as famílias poderão retirar seus pertences;

- Laranja: as famílias terão que ser acompanhadas pela Defesa Civil para fazer a retirada de roupas e pertences;

- Vermelho: a residência ficará totalmente interditada em função do alto risco de desabamento.

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