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Cuidadora é suspeita de agredir e quebrar braço de menina com deficiência

FolhaPress 26/02/2025 12:38

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para investigar uma técnica de enfermagem suspeita de agredir e quebrar o braço de uma criança de 10 anos, com deficiência, de quem ela era cuidadora, em Taguatinga Sul.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Criança seria alvo recorrente de agressões da cuidadora. As cenas de violência foram registradas por câmeras de segurança instaladas pelos familiares da vítima, que passaram a suspeitar do comportamento da técnica e de hematomas no corpo da criança.

Vítima é uma menina autista, que também tem síndrome de moebius, distúrbio neurológico que afeta os nervos cranianos dos músculos da face e dos olhos. O caso foi registrado como lesão corporal e é investigado pela 12º DP de Taguatinga.

Cenas de violência teriam sido registradas na quinta-feira (20) e na sexta-feira (21), e o boletim de ocorrência foi feito no sábado (22). As imagens mostram o momento em que a criança está deitada na cama, quando a cuidadora a segura com força, puxa uma das pernas dela de forma agressiva, parece dar um soco na perna e cobre o rosto da menina com um pano.

Outro vídeo mostra mais agressões. Nessa gravação, a técnica de enfermagem parece agredir o rosto da menina, puxar a orelha e encher a boca dela com algo que parece ser gases.

SESC PICASSO

Criança é assistida por cuidadoras desde que nasceu porque não consegue andar nem falar. Em depoimento, a mãe da vítima disse suspeitar que sua filha sofresse agressões há alguns meses, mas só teve certeza quando a menina apareceu com o braço quebrado e hematomas pelo corpo. A fratura no braço foi confirmada pelo médico no hospital. Foi quando a mãe denunciou a cuidadora. A criança já recebeu alta e se recupera em casa.

Suspeita prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada de home care. Ela cuidava da menina há seis meses e revezava os cuidados com outras quatro profissionais -contra essas outras quatro não há indícios ou suspeitas de que elas agredissem a vítima.

Cuidadora pediu demissão do trabalho e "sumiu". A suspeita teria bloqueado a mãe da vítima no WhatsApp e ficou incomunicável.

CONTADOR - BONUS

Coren-DF disse investigar o caso. Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal informou que a investigação é conduzida sob sigilo e que a mulher possui registro ativo de técnica desde junho de 2024.

Conselho ressaltou seu "compromisso com a ética e a integridade da profissão". "Assegurando que todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir o correto andamento do processo e, no caso da comprovação da infração, aplicar as sanções cabíveis", completou.

Até o momento, a técnica de enfermagem não foi detida. Ela não teve a identidade divulgada, por isso não foi possível localizá-la para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

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