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Cratera da Bela Vista é a 3ª causada por obras da linha laranja do metrô

FolhaPress 13/12/2024 12:24

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A obra de construção da Linha Laranja do Metrô de São Paulo já causou a abertura de três crateras nos últimos dois anos. Nesta quinta-feira (12), uma se abriu no bairro da Bela Vista por volta das 12h.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O desabamento parcial do solo ocorreu dentro de um canteiro de obras na rua Rui Barbosa. A concessionária Linha Uni, responsável pela execução do projeto, informou que o acidente ocorreu durante a passagem do ''tatuzão'' no poço VSE Almirante Marques.

Não houve registro de vítimas. Segundo a concessionária, o ocorrido não oferece riscos à população e está sendo monitorado pelos bombeiros e por uma equipe técnica.

RELEMBRE OUTROS ACIDENTES

Em 2022, um desmoronamento nas obras da linha 6-Laranja interditou um trecho da Marginal Tietê. Imagens áreas mostraram uma cratera que se formou na lateral da pista, com pedaços de asfalto cedendo e uma caixa d'água também foi engolida.

O acidente teria sido causado por um vazamento na adutora de esgoto no local. O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos da época, Paulo Galli, descartou a possibilidade do tatuzão ter sido o causador e informou que a máquina passava a três metros de profundidade de onde houve o rompimento. ''Então não foi um choque da toneladora", falou.

SESC PICASSO

O secretário declarou ainda que havia chance de ter sido uma falha humana. À Globonews, o especialista em gerenciamento de risco Gerardo Portella disse que acreditava ter tido uma falha no monitoramento das condições do terreno. O especialista explicou que o período de chuvas pelo qual a cidade passava poderia ter afetado a saturação do solo, ou seja, a capacidade de absorção da água da chuva.

Trabalhadores foram retirados a tempo. Quatro deles foram socorridos para avaliação após contato com a água, mas ninguém se feriu na ocorrência.

Já em junho deste ano, a obra de construção da linha laranja foi responsável por outra cratera. Ela foi aberta na avenida Ministro Petrônio Portela, na altura do bairro Freguesia do Ó.

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Parte da quadra de um condomínio foi afetada pelas escavações do "tatuzão", como é conhecida a tuneladora que faz as escavações.

Moradores foram às redes sociais após a cratera chegar ao residencial. "O maior barulho de helicóptero sobrevoando aqui perto. Abri no jornal, e simplesmente abriu a maior cratera dentro do meu condomínio por conta das obras do metrô", escreveu uma usuária. "A obra do metrô da linha 6-Laranja lascou a quadra do condomínio", disse outra.

Na época, a Concessionária Linha Uni disse que já era prevista a possibilidade de uma cratera ser aberta. "O local já estava isolado como medida preventiva e a região já era monitorada devido a esta condição atípica do solo e sua interface com as escavações do túnel com a tuneladora Norte.''

A Subprefeitura Freguesia/Brasilândia interditou a quadra atingida. Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras, não havia necessidade de interdição dos imóveis do condomínio.

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O prazo aparece em um relatório de administração publicado em março pela concessionária Linha Uni, responsável pela gestão e obra do projeto. Caso todo o prazo seja usado, a linha, que ligará a zona norte à região central, será entregue somente em 2028.

LINHA LARANJA DEVE SER ENTREGUE EM 2028

Lançada em 2008 pelo então governador de São Paulo José Serra (PSDB), a linha 6-laranja do metrô deveria ter sido inaugurada em 2012 — essa era a previsão para a entrega do maior trecho, da Freguesia do Ó, na zona norte de São Paulo, até a estação São Joaquim, no centro.

As obras começaram com atraso em 2015. No ano seguinte, o Move São Paulo alegou não ter dinheiro e nem linha de crédito e abandonou o projeto. A obra ficou parada por cinco anos no total e foi retomada no fim de 2020.

Ao todo, estão previstas 15 estações —desde a região da Brasilândia até o centro da capital paulista, na ligação com a linha 1-Azul. Com ônibus, esse percurso dura entre uma hora e meia e duas horas. Com o metrô, a estimativa é que os passageiros gastem 23 minutos.

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