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Corpo de Juliana Marins chegará a São Paulo nesta terça-feira (1º), diz companhia aérea

FolhaPress 01/07/2025 10:56

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O corpo da brasileira Juliana Marins, 26, vai chegar ao Brasil nesta terça-feira (1º), pousando em São Paulo, uma semana após ser retirado de uma encosta da trilha do monte Rinjani, na Indonésia.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Voo da Emirates Airlines partiu de Dubai nesta terça. Depois de chegar a SP, o corpo deve seguir para o Rio de Janeiro, onde a jovem será velada. Ainda não há informações sobre como será feito o translado entre São Paulo e Rio.

Nova perícia será feita para determinar causa da morte. A família pediu à Justiça Federal no domingo que o corpo fosse autopsiado no Brasil e a solicitação foi atendida nesta segunda-feira (30) pela Advocacia-Geral da União.

Necrópsia deve ser feita até seis horas após a aterrissagem, segundo a defensoria pública. A Polícia Federal se prontificou a levar o corpo da brasileira do aeroporto até o Instituto Médico Legal, mas detalhes sobre onde o exame será feito ainda serão definidos em audiência na tarde desta terça-feira.

Traslado foi pago pela prefeitura de Niterói e custou R$ 55 mil. A cidade onde Juliana nasceu homenageou a jovem dando a um mirante e uma trilha na Praia do Sossego o nome dela.

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CORPO FOI ACHADO POUCO TEMPO APÓS A MORTE

Juliana morreu entre 50 minutos e 12h50 antes do resgate, segundo a autópsia feita na Indonésia. O corpo dela foi recuperado depois de sete horas de trabalho de socorristas e voluntários. Ele começou a ser retirado por volta das 13h50 do dia 25 [2h do dia 25, no horário de Brasília], sendo içado em uma maca e levado para uma base do parque.

Morte foi confirmada após quatro dias de tentativa de resgate. "Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu", afirmou a família. Poucas horas antes, o Ministério do Turismo daquele país publicou que ela estava em "estado terminal", segundo avaliação das equipes de busca.

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Vítima ficou ferida até morrer, afirmou médico legista. "De acordo com meus cálculos, a vítima morreu na quarta-feira, 25 de junho, entre 1h e 13h [14h do dia 24 e 2h do dia 25, no horário de Brasília]", disse Ida Bagus Putu Alit, do hospital Bali Mandar, à BBC News. Isso contradiz a Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), que havia dito que ela morreu na noite do dia 24.

Médicos afirmaram que não há "sinais clássicos" de hipotermia. Segundo o legista, a falta de necrose nas extremidades do corpo permite "afirmar com segurança" que a jovem não morreu devido ao frio. A temperatura era próxima de 0 ºC à noite. Juliana usava apenas calça e blusa, sem equipamentos próprios, o que levou muitas pessoas a questionarem se ela sobreviveria às condições climáticas.

Membros superiores, inferiores e costas da brasileira foram áreas mais machucadas. Segundo o legista, além de hemorragia interna, brasileira tinha ferimentos na cabeça, fraturas na coluna vertebral, nas coxas e outras escoriações pelo corpo. Ela morreu por "trauma torácico grave" após cair pela 2ª vez, segundo autópsia.

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JULIANA ESCORREGOU E CAIU NA TRILHA DO VULCÃO

Juliana caiu durante a trilha na noite de sexta (20), no horário de Brasília. Ela rolou da montanha e foi parar a cerca de 300 metros abaixo do caminho da trilha, no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok. Com isso, ficou debilitada e não conseguia se movimentar.

Família acompanhou situação por fotos e vídeos enviados por espanhóis à espera do resgate. Mariana diz que tudo se agravou com o aparecimento de forte neblina e umidade, que fez com que Juliana escorregasse ainda mais. A irmã chegou a dizer que seria um ''absurdo se ela morresse por falta de socorro''.

Demora ocorreu por dificuldades na trilha, disse governo local. A Barsanas (Agência Nacional de Resgate da Indonésia) afirmou que a dificuldade de acesso à trilha fez com que as pessoas que avistaram Juliana levassem oito horas até conseguir comunicar o fato às autoridades. Segundo eles, desde o primeiro dia, tentativas de resgate com cordas e macas foram feitas, sem sucesso.

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