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Coqueluche avança no Sudeste em 2025 e acende alerta para vacinação de gestantes e bebês

Vitória News 26/05/2025 09:06

A região Sudeste já registrou 786 casos de coqueluche somente nos primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério da Saúde. O número preocupa autoridades de saúde, especialmente após o pico da doença em 2024, quando foram contabilizados mais de 3 mil casos — um salto expressivo em relação a 2023, que teve apenas 75 ocorrências.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é provocada pela bactéria Bordetella pertussis e causa sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, como tosse persistente. Em casos graves, pode ser fatal, principalmente entre bebês com menos de um ano, pessoas com baixa imunidade ou doenças crônicas como asma.

A principal forma de prevenção é a vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina dTpa para gestantes a partir da 20ª semana de gestação, profissionais de saúde que atuam com recém-nascidos e parteiras tradicionais.

De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, vacinar a gestante é essencial para proteger o bebê nos primeiros meses de vida. “Vacinamos a gestante para a criança nascer com os anticorpos maternos. É uma proteção que o bebê recebe e são passados pelo cordão umbilical. E aí, a criança, nos primeiros meses de vida até ela receber a vacina, vai ter essa proteção que herdou da mãe. Hoje, observamos no Brasil o aumento dos casos de coqueluche, principalmente em adolescentes e adultos jovens – casos leves do ponto de vista clínico. Mas essas pessoas transmitem para os bebês. E os bebês, sim, tem maior risco de contrair a doença.”

SESC PICASSO

Após o nascimento, a proteção ao bebê continua com o esquema de vacinação: três doses da vacina pentavalente (que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b), aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, e duas doses de reforço com a DTP, aos 15 meses e aos 4 anos. A partir dos 7 anos, a recomendação passa a ser a vacina dT (difteria e tétano), com reforço a cada 10 anos.

Apesar de ter se tornado rara após campanhas de imunização, a difteria — doença que afeta amígdalas, faringe, laringe, nariz e até pele e mucosas — pode ressurgir se a cobertura vacinal cair. O mesmo vale para a coqueluche e outras doenças evitáveis com vacinas.

CONTADOR - BONUS

Em caso de dúvidas sobre o esquema vacinal ou a necessidade de reforços, o Ministério da Saúde orienta que os cidadãos procurem o Posto de Saúde mais próximo, levando a Caderneta de Vacinação ou um documento com foto.

Mais informações estão disponíveis em: www.gov.br/vacinacao.

Fonte: Br61
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