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Consórcio paga R$ 68 mi para encerrar investigação de falhas no monotrilho

FolhaPress 16/10/2025 13:10

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O consórcio responsável pela construção do monotrilho em São Paulo pagará R$ 68,5 milhões ao Metrô para encerrar uma investigação sobre supostas irregularidades na operação da Linha 15-Prata.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Acordos são resultado de negociações das empresas responsáveis pela construção da linha com o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e o Metrô. O último foi assinado em 26 de setembro pelas partes envolvidas, mas só foi divulgado anteontem pelo órgão.

O recente acordo estabelece que o CEML (Consorcio Expresso Monotrilho Leste) pague R$ 41,2 milhões ao Metrô. O consórcio é formado pelas empresas Alstom e Queiroz Galvão, que nesta quinta-feira (16) se chama Álya.

Em contrapartida, o valor vai encerrar investigações de falhas no processo. O acordo, firmado em um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), evitará uma possível ação civil pública e outras medidas judiciais, que poderiam acarretar em custos ainda maiores às empresas.

SESC PICASSO

Outro acordo firmado anteriormente estipula o pagamento de pouco mais de R$ 27,3 milhões. Ele encerrará processos administrativos e judiciais relacionados a multas cobradas por acidentes na linha.

Valor foi convertido em serviços e fornecimento de material para trens, como assentos, câmeras e filtros de ar. De acordo com o MP-SP, os acordos são "benéficos ao Metrô e à sociedade". Em nota, o órgão afirmou que os valores vão garantir "verbas e serviços na própria Linha 15 do monotrilho". Agora, o Conselho Superior do Ministério Público deverá homologar o TAC para que ele passe a valer.

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ACIDENTES

Indenização se refere a danos materiais e morais coletivos causados por acidentes graves que aconteceram no início da operação da Linha 15. Dentre eles, em 11 de janeiro de 2023, peças do monotrilho caíram na avenida Sapopemba, na zona leste da capital.

Antes, em 27 de fevereiro de 2020, um pneu do monotrilho estourou, causando a suspensão da operação da linha por três meses. Diferentemente dos metrôs convencionais, que correm sobre trilhos, o monotrilho tem pneus de borracha.

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