Você sabe como ser um doador de órgãos? No Brasil, o primeiro passo é simples, mas essencial: conversar com a família. A doação de órgãos e tecidos só ocorre com autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha manifestado esse desejo em vida. Não é necessário registrar a vontade em cartório ou documento oficial.
A enfermeira Carolina de Fátima Couto, do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), explica que o país conta com uma rede pública consolidada, que oferece segurança e atendimento gratuito em todas as etapas do processo. “O Brasil possui um sistema público de transplantes que garante qualidade, transparência e segurança em cada etapa, sem nenhum custo ao paciente”, afirmou.
Como funciona o processo de doação
Após o diagnóstico de morte encefálica, a família é entrevistada por uma equipe de profissionais de saúde, que explica o processo e solicita o consentimento para a doação. Se a família autoriza, uma segunda entrevista é feita para avaliar o histórico clínico do possível doador e garantir a segurança dos receptores. Doenças como neoplasias e algumas infecções podem impedir o transplante.
Os órgãos doados são destinados a pacientes que estão em lista de espera, organizada por estado ou região e monitorada pelo SNT.
Dizer sim à doação é dizer sim à vida
De acordo com Carolina, doar órgãos é um gesto de amor que ultrapassa a própria vida. “Ao decidir doar, você dá esperança a pessoas que aguardam no limite entre a vida e a morte. Conversar com a família, declarar sua vontade e apoiar essa causa é um gesto que pode mudar destinos. Dizer sim à doação é dizer sim à vida”, destacou.
Uma única pessoa pode salvar até oito vidas. A modalidade de doação consentida é a mais segura, pois garante transparência e proteção tanto ao doador quanto ao receptor.
“Você diz sim, o Brasil inteiro agradece.” Converse com sua família e saiba mais no site gov.br/saude