A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada dentro de casa na madrugada desta segunda-feira. O crime foi cometido pelo então companheiro, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que invadiu o imóvel e, após o ataque, tirou a própria vida.
Levantamentos periciais indicam que a vítima foi atingida por múltiplos disparos, incluindo tiros na região posterior da cabeça. O corpo foi encontrado no quarto da residência, enquanto o autor foi localizado em outro cômodo, já sem vida.
A análise técnica identificou sinais de invasão pela área da varanda, com danos na porta de acesso ao imóvel. No interior da casa, os peritos recolheram cápsulas e projéteis que serão analisados para detalhar a dinâmica dos disparos.
Também foi localizada uma bolsa levada pelo suspeito com objetos como ferramentas de corte, faca e líquido inflamável. A presença desses itens reforça a hipótese de que o crime não foi impulsivo, mas preparado com antecedência.
Os exames iniciais apontam que os tiros ocorreram a curta distância, sem evidência de disparo encostado.
Histórico de comportamento abusivo
Embora não existam registros formais anteriores envolvendo o casal, relatos colhidos após o crime indicam que o relacionamento apresentava sinais de controle e tensão.
De acordo com a investigação, o policial não aceitava o término e demonstrava comportamento possessivo. Pessoas próximas relataram episódios de ciúmes, tentativas de controle sobre a rotina da vítima e conflitos frequentes.
Familiares também apontaram que houve ameaças anteriores. Dias antes do crime, a comandante teria adotado medidas de segurança na residência após episódios de intimidação.
A polícia trabalha com a informação de que o suspeito utilizou uma escada para acessar o imóvel, o que indica planejamento e intenção deliberada de invadir a casa.
Indícios de premeditação
Os vestígios reunidos até o momento — incluindo o uso de ferramentas, a forma de acesso à residência e a dinâmica do crime — sustentam a linha de investigação de que houve preparação prévia.
O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.