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Com ajuda de drones, gerente do Carnaval de Salvador monitora de foliões a postos médicos

FolhaPress 12/02/2024 11:26

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A servidora Merina Aragão, 71, é testemunha e agente de transformação do Carnaval de Salvador. Viu e ajudou fazer a festa crescer, se organizar e ser mais segura para os foliões, ganhando repercussão mundial.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Sua trajetória começou em 1978, quando ingressou no setor de limpeza urbana na prefeitura da capital soteropolitana. Logo, Merina foi "emprestada" para a área de serviços públicos, onde se envolveu com as atividades carnavalescas.

Durante esse período, ela se interessou em ler todos os documentos disponíveis, como editais, ofícios e notificações, buscando entender e aprender sobre a organização do Carnaval.

Merina se tornou especialista no assunto e, por volta de 1992, foi integrada permanentemente à equipe responsável pelo evento. Naquele mesmo ano, a folia ganhou uma estrutura permanente que foi sendo modernizada a cada edição da folia.

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Hoje, aos 71 anos, ela é gerente do Carnaval da Saltur (Empresa Salvador Turismo), companhia municipal responsável por executar a folia na cidade.

"Eu testemunhei a profissionalização do Carnaval, com melhorias significativas na organização. Antes, por exemplo, não havia isolamento acústico. Tinham menos blocos e trios, mas quando eles passavam, faziam a estrutura ao redor dançar junto. Hoje isso não acontece", afirmou ela, enquanto o bloco de Carla Perez passava, no sábado (10).

Segundo Merina, o Carnaval envolve uma série de aspectos, incluindo a montagem de grandes estruturas para os desfiles dos 221 blocos, o planejamento detalhado dos circuitos com a ajuda de drones e palcos em diferentes bairros, além da coordenação de diversos serviços públicos, como limpeza urbana, iluminação, segurança e atendimento aos foliões.

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A tecnologia também é uma aliada de Merina, já que a cidade conta com um centro de controle graças a câmeras espalhadas pelos circuitos, o que ajuda a manter a segurança dos foliões. Esse sistema também ajuda a observar postos médicos, trânsito e outros serviços.

Drones ajudam na organização da festa, segundo ela, já que filmam do alto os blocos e os trios elétricos, para auxiliar na formação de filas de carros alegóricos para entrarem na ordem planejada.

Merina destaca que esse trabalho só é possível graças aos trabalhadores de 15 órgãos municipais, que são integrados para realizar a festa que chegou a receber 16 milhões de pessoas.

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"A equipe que executa o Carnaval é composta principalmente por servidores públicos, muitos acumulam até 30 anos de experiência na festa. Eles são repletos de espírito público para atuar na folia. Essa dedicação é fundamental para o sucesso de um do maiores eventos do mundo."

O evento de Salvador deu um salto tão alto, aliando segurança e planejamento com o aumento do público, que em 2004 foi reconhecido pelo Guinness Book, o livro dos recordes, como o maior Carnaval de rua do mundo.

Quando a folia acaba, a equipe de limpeza rapidamente entra para garantir que as ruas voltem ao seu estado normal.

"Essa agilidade contribui para a manutenção da qualidade de vida na cidade, permitindo que os moradores e visitantes desfrutem do espaço público sem os resíduos deixados pela festa."

Merina demonstra orgulho de fazer parte da evolução da maior folia de rua do mundo. "Eu vi e vivi a evolução do Carnaval de Salvador."

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