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Chega a 10 o total de presos por roubo milionário em edifício de Ribeirão Preto

FolhaPress 04/10/2025 12:03

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (3) o décimo suspeito de envolvimento num arrastão em um edifício de alto padrão no centro de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), ocorrido no último dia 24.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A investigação aponta que os assaltos em seis apartamentos do edifício Jatiúca renderam cerca de R$ 4 milhões à quadrilha, entre dinheiro, smartphones, eletrônicos e joias.

O suspeito estava escondido no conjunto habitacional João Rossi, na zona sul da cidade, e, segundo a polícia, foi um dos criminosos que renderam na manhã daquele dia os moradores do edifício de 14 andares para entrar nos apartamentos e efetuar os roubos. Ele foi detido com cerca de R$ 10 mil.

Para não serem reconhecidos, os assaltantes utilizaram balaclavas (espécie de máscara que cobre a cabeça, pescoço e, em alguns casos, parte do rosto, comum no automobilismo) e perucas e contaram com uma logística que incluiu alugar um apartamento no nono andar do prédio duas semanas antes do crime, com documentos falsos. O edifício fica na rua Campos Salles e tem unidades com mais de 400 metros quadrados.

SESC PICASSO

Seis suspeitos de envolvimento foram presos até o dia seguinte ao crime, dois em Ribeirão Preto e quatro em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

No dia 27, o Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Ribeirão já tinha prendido outro suspeito no mesmo conjunto habitacional e, dois dias depois, o oitavo suspeito foi preso na capital.

O nono envolvido, segundo o delegado responsável pelo caso, André Baldochi, do Deic, foi encontrado dirigindo um veículo Nivus e preso no cruzamento das avenidas Francisco Junqueira e Plínio de Castro Prado, região altamente movimentada de Ribeirão.

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Baldochi afirmou que a logística adotada pela quadrilha demonstra que era uma organização forte, com pelo menos três núcleos de operações -financeiro, logístico e operacional.

O primeiro fazia as movimentações bancárias, recebia os valores extorquidos via Pix das vítimas no edifício e pagava a operação logística da quadrilha, enquanto o segundo núcleo locou o imóvel com documentos falsos, estruturou o local e deu suporte para o arrastão.

Já o núcleo operacional era composto pelos assaltantes que abordaram as vítimas e executaram os roubos.

Há pelo menos mais uma suspeita foragida, apontada como responsável por locar o imóvel no centro de Ribeirão.

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