Um levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado através do Censo Demográfico 2022, aponta que 8,1% da população brasileira, o equivalente a 16,3 milhões de pessoas, vive em favelas e comunidades urbanas. Esse cenário abrange um total de 12.348 áreas classificadas como favelas ou comunidades, número que reflete um crescimento em relação ao censo de 2010, que registrava 6.329 dessas localidades habitadas por 11,4 milhões de pessoas. A Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), permanece no topo do ranking como a favela mais populosa do país, com 72.021 moradores e 30.371 domicílios. Em segundo lugar, aparece o Sol Nascente, em Brasília (DF), com 70.908 habitantes, seguida por Paraisópolis, em São Paulo (SP), com 58.527 moradores. Em Manaus (AM), a Cidade de Deus/Alfredo Nascimento registra uma população de 55.821, destacando a capital amazonense entre os municípios com o maior número de favelas na região Norte.
Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pará lideram em números absolutos de moradores em áreas urbanas informais, concentrando 44,7% da população total em favelas do país:
No Amazonas, Amapá e Pará, é notável a proporção da população vivendo em favelas, com índices de 34,7%, 24,4% e 18,8%, respectivamente. As regiões brasileiras apresentam uma distribuição variada desses territórios:
Esse mapeamento traz à tona desafios de infraestrutura e políticas públicas, pois o levantamento de dados foi aprimorado pelo IBGE, incluindo ferramentas tecnológicas avançadas que possibilitaram uma análise mais precisa e detalhada dos territórios.
O detalhamento completo pode ser acessado diretamente no portal do IBGE e em plataformas como o Sidra, a Plataforma Geográfica Interativa (PGI) e o Panorama do Censo, proporcionando acesso a mapas, gráficos e análises adicionais sobre a dinâmica das favelas no Brasil.