O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pediu à Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça, a transferência de 10 presos para penitenciárias federais. Segundo o governo estadual, eles teriam comandado, de dentro da cadeia, ações que provocaram o caos na cidade, como bloqueios de pistas e sequestros de ônibus em diversos pontos da capital fluminense.
Conversas com ministros e balanço da operação
Mais cedo, Castro conversou com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, sobre os desdobramentos da Operação Contenção, deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em 64 mortes, sendo quatro policiais, além de 15 agentes feridos. Foram apreendidos 93 fuzis e 86 suspeitos presos.
O governador destacou que o diálogo com o governo federal foi positivo. “A ministra Gleisi e o ministro Rui sempre me receberam muito bem. Me ofereceram ajuda, e combinamos de voltar a conversar ainda hoje”, afirmou.
Planejamento e cumprimento de mandados
Castro afirmou que a operação foi planejada ao longo de mais de um ano e preparada nos últimos 60 dias, com a participação do Ministério Público Estadual. “Todos os preceitos da ADPF foram cumpridos, e sabíamos que poderia haver reação dos criminosos”, explicou.
O governador negou qualquer precipitação na execução da ação e defendeu que a operação tinha como objetivo cumprir mandados judiciais. “Segurança pública não se faz com politização. Toda ajuda federal que vier dentro do que precisamos será bem-vinda.”
Confrontos continuam e ônibus são usados como barricadas
Durante a noite, equipes do Bope ainda trocavam tiros com criminosos na área de mata da localidade conhecida como Vacaria, no Complexo do Alemão. De acordo com a Rio Ônibus, 71 coletivos foram usados como barricadas em diferentes pontos da cidade para dificultar o avanço das forças de segurança.