Fiocruz aponta que a incidência segue muito baixa no DF, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, apesar da tendência de aumento
O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), identificou sinais de aumento de casos graves de covid-19 em Mato Grosso, no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Nas quatro últimas unidades da Federação, a incidência de quadros graves associados à doença permanece muito baixa.
O levantamento acompanha os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que pode ser causada por diferentes vírus. No país, o total de notificações da síndrome aumentou ao longo de setembro e outubro.
Roraima, Sergipe e Santa Catarina apresentaram incidência de SRAG, considerando todas as causas, em níveis de alerta, risco ou alto risco, sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Entre as capitais, Aracaju e João Pessoa estavam em uma dessas faixas e registravam tendência de alta.
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus foi identificado em 50,1% dos casos de SRAG com resultado positivo para vírus respiratórios. O vírus sincicial respiratório apareceu em 10,1% e o coronavírus causador da covid-19, em 8,5%. Entre os óbitos por SRAG com identificação de vírus no mesmo período, o coronavírus foi detectado em 24,1% dos casos.
Desde o início de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG. Desse total, 91.420, ou 53,3%, tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência média semanal da síndrome foi maior entre crianças de até 2 anos. Já a mortalidade média semanal foi mais elevada entre pessoas com 65 anos ou mais.
Com informações da Agência Brasil e do boletim InfoGripe da Fiocruz.