O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou na quarta-feira, 21, que as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, elevaram custos para famílias americanas e romperam um arranjo comercial de décadas, ao anunciar um plano multibilionário para proteger Ontário - o principal polo manufatureiro canadense - dos efeitos da guerra comercial. Carney disse ainda que conversou "por bastante tempo" com Trump sobre temas como comércio, Irã e Oriente Médio, mas não indicou avanço concreto nas negociações, afirmando apenas que o Canadá segue disposto a negociar.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que a Embaixada dos EUA no Canadá divulgou um relatório acusando políticos canadenses de tentar influenciar a política americana antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Carney e o premiê de Ontário, Doug Ford, rejeitaram qualquer interferência indevida.
Carney disse que uma cadeia automotiva norte-americana integrada beneficiaria ambos, mas reconheceu que Washington pode não priorizar mais esse modelo e afirmou que, se a abordagem americana mudou, a do Canadá também precisa mudar. O premiê canadense apontou que exportações canadenses de automóveis para os EUA caíram mais de 10%, enquanto exportações americanas para o Canadá recuaram mais de 20%, argumentando que tarifas enfraquecem as indústrias dos dois lados e reduzem opções para as famílias.
Carney e Ford anunciaram um pacote de 8,7 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 6,2 bilhões) para apoiar siderúrgicas, montadoras e o desenvolvimento de minerais críticos em Ontário, diante dos impactos da guerra comercial. O plano prevê 5,2 bilhões de dólares canadenses ao longo de cinco anos para siderúrgicas e 2,5 bilhões de dólares canadenses para montadoras, incluindo 1,5 bilhão de dólares canadenses vindo do governo federal. O anúncio veio após a siderúrgica Cleveland-Cliffs, controlada por americanos, divulgar demissões em sua planta de Hamilton, em Ontário.
Em sua nota, a embaixada americana citou a ministra da Indústria, Mélanie Joly, por discutir tarifas de retaliação mirando estados republicanos, e Ford por veicular nos EUA um anúncio com o ex-presidente Ronald Reagan criticando tarifas. A embaixada também mencionou 11 canadenses acusados de votar ilegalmente nos EUA entre 2012 e 2026, sem ligar os casos ao governo canadense. O Departamento de Justiça americano afirma ter prendido mais de 200 pessoas desde o início de 2026 por voto ilegal de não cidadãos em eleições passadas - um número pequeno em relação ao universo de eleitores americanos.
O cientista político Daniel Béland, da Universidade McGill, disse que os itens citados não seriam exemplos genuínos de interferência e considerou absurda a suposição implícita de que o Canadá poderia alterar de forma relevante o resultado das eleições. Fonte: Associated Press.
Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Trump barra ataque de Israel ao Irã antes das eleições dos EUA, diz Financial Times
21 de outubro de 2026
Na Ucrânia, ataques russos matam 7 enquanto Zelenski busca apoio militar na Noruega
20 de outubro de 2026
Carney acusa EUA de tentar enfraquecer Canadá e alerta contra separação de Alberta
16 de outubro de 2026