Com a chegada do verão, é essencial redobrar a atenção à prevenção do câncer de pele. A exposição excessiva ao sol, especialmente entre 10h e 16h, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença, com cerca de 65% dos casos associados aos raios ultravioleta (UV), de acordo com o Ministério da Saúde. Estatísticas alarmantes sobre o câncer de pele no Brasil O Brasil registra anualmente cerca de 220,5 mil novos casos de câncer de pele não melanoma e 9 mil de melanoma, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Embora o câncer de pele não tenha notificação obrigatória, esses números são estimativas baseadas em dados de população. No caso do câncer de pele não melanoma, a taxa de incidência é de 102 casos por 100 mil habitantes, sendo mais comum em mulheres (107 casos) do que em homens (96,5 casos). A importância da detecção precoce O diagnóstico precoce é fundamental para a cura. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece recursos como dermatoscopia e mapeamento dermatoscópico para a detecção do câncer de pele. O tratamento varia conforme o tipo e estágio da doença, podendo incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e outros métodos avançados. Em 2023, o SUS realizou mais de 65 mil cirurgias relacionadas ao câncer de pele. A radiação ultravioleta como principal vilã A radiação ultravioleta (UV) é a principal responsável por causar danos ao DNA da pele, aumentando o risco de câncer. Esse dano é cumulativo, ou seja, quanto mais exposição ao sol sem proteção, maior o risco. Como prevenir o câncer de pele? Aqui estão algumas dicas simples para proteger sua pele neste verão:
O câncer de pele pode ser classificado em melanoma e não melanoma. O melanoma, embora mais raro, é o mais agressivo e pode ser fatal. Já o câncer de pele não melanoma, o mais comum, tem maiores chances de cura, mas pode levar a deformações se não tratado a tempo. Ambos os tipos têm altas taxas de cura quando diagnosticados precocemente. Fatores de risco e precauções adicionais Além da exposição solar, certos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele, como idade, sexo, profissão e o uso de medicamentos imunossupressores e diuréticos. Trabalhadores em indústrias como metalurgia e fabricação de vidros, por exemplo, têm maior probabilidade de desenvolver a doença. Cuide-se, proteja-se do sol e não deixe de fazer exames preventivos. A detecção precoce é a chave para evitar complicações graves e garantir a saúde da sua pele.