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Calor do verão aumenta riscos à saúde de cães e gatos

Temperaturas elevadas e umidade favorecem parasitas e exigem cuidados extras para evitar problemas nos pets

Vitória News 09/02/2026 09:13
Calor do verão aumenta riscos à saúde de cães e gatos
Imagem: VN

O verão traz desafios adicionais para a saúde de cães e gatos, especialmente devido à combinação de altas temperaturas e umidade. Esse cenário favorece a proliferação de pulgas e carrapatos, parasitas que causam desconforto aos animais e podem transmitir doenças com impacto também na saúde humana.

Nos meses mais quentes, o ciclo de vida desses parasitas se acelera. Temperaturas entre 21 °C e 30 °C, associadas à umidade elevada, criam condições ideais para reprodução, fazendo com que infestações se espalhem rapidamente. A maior parte dos parasitas não permanece diretamente sobre o animal, mas no ambiente, em locais como tapetes, sofás, quintais e jardins, o que dificulta a identificação precoce do problema.

Além das parasitoses, o calor excessivo representa um risco importante para cães e gatos. Diferentemente dos humanos, esses animais têm mecanismos limitados de regulação térmica. Cães dissipam o calor principalmente por meio da respiração ofegante, enquanto os gatos utilizam, em parte, as patas. Em situações de temperatura elevada, podem ocorrer quadros de hipertermia e insolação, com riscos que vão desde exaustão e desidratação até falência de órgãos e morte, em casos mais graves.

Outros problemas comuns no verão incluem dificuldades respiratórias, sobretudo em raças braquicefálicas, queimaduras nas patas ao caminhar sobre superfícies muito quentes e maior exposição a parasitas, que se tornam mais ativos nesse período.

Para reduzir os riscos, especialistas recomendam cuidados simples e contínuos, como garantir acesso constante à água fresca, oferecer sombra e ambientes bem ventilados, evitar passeios entre 10h e 15h, limitar exercícios físicos intensos nos horários mais quentes e nunca deixar o animal sozinho dentro de veículos. Também é importante observar sinais de alerta, como ofegação excessiva, fraqueza, salivação intensa e apatia, que indicam a necessidade de atendimento veterinário.

Mesmo quando não há sinais visíveis, pulgas e carrapatos podem estar presentes no animal ou no ambiente. A adoção de medidas preventivas ao longo de todo o ano ajuda a evitar infestações, reduz riscos à saúde e contribui para o bem-estar dos pets e das pessoas que convivem com eles durante o verão.

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