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Brasil registra 2,2 milhões de golpes em 2025; Espírito Santo está entre as maiores taxas

Estado aparece em sexto lugar, com 1.254,7 registros por 100 mil habitantes; fraudes envolvendo Pix, WhatsApp e falsas centrais bancárias estão entre as mais comuns

Vitória News 28/07/2026 07:28
Brasil registra 2,2 milhões de golpes em 2025; Espírito Santo está entre as maiores taxas
Imagem: VN

O Brasil registrou 2.261.055 ocorrências de estelionato em 2025, incluindo crimes tradicionais e fraudes praticadas em ambientes digitais. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O Espírito Santo aparece entre as unidades da Federação com as maiores taxas do país. Foram 1.254,7 registros para cada grupo de 100 mil habitantes, o sexto maior índice nacional.

São Paulo lidera o levantamento, com 1.808,3 ocorrências por 100 mil habitantes, seguido pelo Distrito Federal, que registrou taxa de 1.717.

Unidade da FederaçãoRegistros por 100 mil habitantes
São Paulo1.808,3
Distrito Federal1.717,0
Paraná1.339,1
Rondônia1.329,6
Santa Catarina1.294,8
Espírito Santo1.254,7
Goiás1.075,6

Entre os golpes mais frequentes estão a clonagem ou troca de cartões de crédito, pedidos falsos de dinheiro pelo WhatsApp, ligações de supostas centrais bancárias, anúncios de lojas e leilões inexistentes e fraudes realizadas por meio do Pix.

O estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal. Desde 2021, a legislação também contempla especificamente as fraudes eletrônicas, cometidas com o uso de redes sociais, aplicativos, telefonemas, mensagens e outros meios digitais.

Em todo o país, a taxa chegou a 1.059,43 ocorrências por 100 mil habitantes. Segundo o levantamento, o índice brasileiro é aproximadamente 20% superior ao registrado nos Estados Unidos, que apresentam taxa de 882,83 casos no mesmo recorte populacional.

SESC PICASSO

O anuário aponta que a distribuição dos registros pode estar relacionada ao grau de bancarização, urbanização e conectividade digital de cada estado. Regiões com maior circulação de transações eletrônicas tendem a oferecer mais oportunidades para a atuação de criminosos.

Os números, no entanto, devem ser analisados com cautela. Estados que possuem delegacias especializadas, canais digitais de denúncia e maior confiança da população no sistema de segurança podem apresentar mais registros, sem que isso signifique necessariamente uma quantidade proporcionalmente maior de crimes.

A subnotificação também preocupa. Uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em março de 2026 indicou que 15,8% da população com 16 anos ou mais havia sido vítima de golpe ou perdido dinheiro por meio da internet ou do celular no período de um ano.

CONTADOR - BONUS

O percentual corresponde a aproximadamente 26,3 milhões de pessoas, número muito superior ao total de ocorrências formalmente comunicadas às autoridades policiais.

Investigações citadas pelo anuário mostram ainda que facções criminosas passaram a manter estruturas especializadas em fraudes digitais. Esses grupos funcionariam como verdadeiros “escritórios do crime”, com divisão de tarefas, financiamento e capacidade de movimentar recursos pelo sistema financeiro.

O cenário indica que os golpes digitais deixaram de ser apenas ações isoladas e passaram a integrar uma atividade criminosa organizada, considerada de alta rentabilidade e menor risco quando comparada a outros delitos.

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