Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 12h23m
Vitória News — Um jornal de verdade
Geral

Bloco de Carnaval termina em confusão em Juiz de Fora (MG); PM é criticada

FolhaPress 02/03/2025 15:42

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um bloco de Carnaval terminou em confusão com a PM (Polícia Militar) na noite deste sábado (1º) na cidade mineira de Juiz de Fora (a cerca de 260 km de Belo Horizonte).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra pessoas deitadas no chão, enquanto outras em pé abanam camisetas. Participantes do bloco criticam o uso de spray de pimenta e condenam a suposta truculência da polícia. Uma pessoa aparece nas imagens com a cabeça ensanguentada.

"A gente estava no Bloco da Benemérita, que é um grande bloco principalmente de pessoas negras, LGBTs, e a polícia dispersou o bloco com spray de pimenta, bomba. Tinha muita criança no palco. Foi todo mundo afetado pelo spray de pimenta", afirma uma mulher no vídeo.

"Eu estava com a câmera, eles me chutaram. É sempre por baixo, né? Tudo onde a câmera não pega", acrescenta.

SESC PICASSO

Na mesma gravação, ela relata que duas pessoas trans organizadoras do bloco foram presas. "O encontro da PM começou cedo, quando a gente gritou contra o [ex-presidente Jair] Bolsonaro", afirma.

Após a repercussão do caso, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania condenou em nota a ação da polícia. A pasta disse que sua ouvidoria foi acionada para acompanhar as investigações e apurar possíveis abusos.

"As cenas de crianças, mulheres e jovens machucados e deitados no chão demonstram a ação desproporcional da Polícia Militar de Minas Gerais em Juiz de Fora", afirmou. "Os organizadores, que são pessoas trans, foram algemados e presos dentro do camarim", acrescentou.

CONTADOR - BONUS

Por telefone, a Sala de Imprensa da Polícia Militar de Minas Gerais disse que a ocorrência envolveu desacato, resistência e desobediência e incitação e promoção da violência. Três pessoas foram conduzidas para a delegacia, segundo a PM.

A polícia afirmou que o evento virou um baile funk com venda de bebidas alcoólicas para menores de idade e que um ônibus foi apedrejado.

A PM também disse que foi alertada por frequentadores sobre um grupo que estaria causando transtornos perto do palco. O relato teria indicado que uma pessoa estaria armada.

Segundo a polícia, os agentes resolveram intervir para resolver a situação, mas houve resposta com tentativa de agressões por uma parte do público, o que teria forçado o uso de spray de pimenta e bastões (cassetetes).

A PM ainda afirma que uma organizadora do bloco incitou a violência contra os policiais, que teriam virado alvos de garrafas, latas e outros objetos.

Anuncio - Raimundo - Bonus

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora criticou o que chamou de "uso desnecessário de violência" no policiamento da praça Antônio Carlos, faltando dez minutos para o encerramento da atividade de Carnaval.

"Foliões e suas famílias (inclusive crianças) foram vítimas do uso de gás de pimenta e de violência desproporcional, o que levou inclusive muitas pessoas a procurarem os serviços de saúde", disse a administração municipal, comandada pela prefeita Margarida Salomão (PT).

"Contamos com as forças de segurança pública para promover a paz social e garantir que todos os eventos programados de forma conjunta com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros possam ter continuidade, com tranquilidade e alegria, como é direito da população", acrescentou.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas