Desfile neste sábado destaca defesa dos direitos de crianças e adolescentes durante o Carnaval
O Bloco da Proteção entra na avenida do samba neste sábado (7), às 19h30, no Sambão do Povo, levando uma mensagem direta: a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, assim como o combate ao trabalho infantil, ao abuso e à exploração sexual, não são negociáveis.
A iniciativa é organizada pelo grupo de trabalho Peti Metropolitana e reúne equipes municipais de Assistência Social da Região Metropolitana — Vitória, Cariacica, Guarapari, Serra e Vila Velha — com apoio da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social e participação do Feapeti-ES.
Segundo a coordenadora do Serviço de Abordagem de Rua da capital, Luciana Gatti, o desfile busca chamar atenção para uma realidade que se intensifica no período do Carnaval. “A ação tem o objetivo de contribuir com a desnaturalização do trabalho infantil, sobretudo no período do carnaval, onde muitas crianças e adolescentes ficam expostas a atividades ligadas às piores formas de trabalho infantil, que são trabalhos que, por sua natureza ou pelas circunstâncias em que são executados, podem prejudicar a saúde, a segurança e a moral da criança”, afirmou.
Ela reforça que situações comuns nesta época do ano trazem riscos graves. “No carnaval, atividades como de vendedores ambulantes expõem as crianças e adolescentes a situações de riscos como exploração e abuso sexual e tráfico de entorpecentes”, disse. Luciana também antecipou que, já na tarde desta sexta-feira (6), equipes dos Serviços Especializados de Abordagem Social de Vitória realizam ações de orientação e sensibilização junto a comerciantes no entorno do Sambão do Povo.
No sábado, os participantes do bloco se concentram em frente ao Centro de Referência para Pessoa em Situação de Rua (Centro Pop), no bairro Mário Cypreste, de onde seguem em desfile. O grupo de Vitória levará para a avenida o tema “Pule o Carnaval, mas não pule a minha infância”.
“Esta vai ser a nossa forma de expressar. Pular o Carnaval com responsabilidade social e fortalecer a luta contra o trabalho infantil, divulgando o programa, através de faixas, cartazes alusivos ao trabalho infantil, distribuição aos foliões de abanadores com informações objetivas e sobre os canais de denúncia”, explicou Luciana Gatti.
Para a secretária municipal de Assistência Social de Vitória, Soraya Mannato, dar visibilidade ao tema também é uma forma de proteção. “Dar visibilidade aos danos e riscos relacionados ao trabalho infantil é também uma medida preventiva, protetiva e de alerta à sociedade quanto à necessidade de erradicar o trabalho infantil, violação de direito que ainda tem comprometido as famílias, e sobretudo a infância”, afirmou.