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Bebê morre engasgado em creche clandestina que funcionava há dez anos

FolhaPress 20/05/2025 14:47

LISBOA, PORTUGAL (UOL/FOLHAPRESS) - Um bebê de quatro meses morreu engasgado nesta segunda-feira (19) em uma creche clandestina de Curitiba. Segundo a Polícia Civil do Paraná, os donos do local, um homem e uma mulher, cuidavam sozinhos de cerca de 20 crianças. Sobrelotação teria ocorrido porque creches municipais da região estavam fechadas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Donos do local, um homem e uma mulher, cuidavam sozinhos de cerca de 20 crianças. Segundo a Polícia Civil, sobrelotação teria ocorrido porque creches municipais da região estavam fechadas.

Bebê teria morrido após engasgar com leite na manhã desta segunda-feira (19). O delegado da Polícia Civil do Paraná, Fabiano Ribeiro, disse em coletiva que o bebê tomou a mamadeira e foi colocado deitado de lado em uma cama de solteiro. Pouco depois, a mulher percebeu que ele estava com os lábios roxos.

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Bebê teve problema respiratório semanas antes. Ao UOL, o advogado Valter Ribeiro Júnior disse que os responsáveis pelo bebê informaram os donos da creche que ele tinha sido internado semanas antes com uma bronquiolite, que pode ter colaborado para a morte. O corpo ainda deve passar por exames periciais para determinar a causa do óbito.

Creche improvisada estava em funcionamento há 10 anos, mas não tinha autorização legal.

Casal disse ter recebido conselho tutelar e vigilância sanitária após denúncia. Eles contaram à polícia que a Vigilância Sanitária teria dito que o local não poderia funcionar sem licença, mas não forçaram o encerramento.

Casal responsável pela creche foi preso. A mulher, de 43 anos, pagou R$ 3 mil de fiança e foi liberada. Já o homem, de 37 anos, não teria conseguido o dinheiro para pagar a fiança e foi enviado para uma cadeia pública. Ele será encaminhado para audiência de custódia.

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DEFESA ALEGA QUE CRIANÇAS ERAM BEM CUIDADAS

Defesa disse ao UOL que fará pedido de liberdade provisória. Segundo o advogado, o local estava limpo e as crianças bem cuidadas. Ele classificou o caso como uma "fatalidade" causada pela deficiência do estado.

Suspeitos responderão por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Para o delegado, "tentando ajudar os pais que precisam ir pro trabalho", eles "acabaram assumindo o risco".

BEBÊS CHEGAVAM DE MANHÃ E SAIAM SÓ NA HORA DO JANTAR

Valor da mensalidade de R$ 300 da creche incluía cuidados e alimentação. Algumas crianças ficavam no estabelecimento até a hora do jantar.

Para o casal, atividade não era ilegal. "Os donos entendem que não eram uma creche, mas sim cuidadores", explicou o delegado.

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Donos não tinha treinamento de primeiros socorros. Apesar de não terem formação, também segundo o delegado, o procedimento para desengasgamento foi realizado. Depois, foram orientados pelo Samu a fazerem massagem cardíaca na tentativa de reanimar o bebê. Apesar disso, quando a equipe de socorro chegou, a criança já estava morta.

São pais de 3 adolescente, têm experiencia a lidar com criança e estão há 10 anos trabalhando sem incidentes registrados. Não são pessoas que não sabem lidar com crianças, mas essa situação de emergência exige um preparo emocional e técnico que essas pessoas não têmDelegado Fabiano Oliveira, em coletiva de imprensa

O UOL entrou em contato com a Secretaria Municipal da Educação de Curitiba para confirmar se as creches estavam funcionando normalmente. Até a publicação desta reportagem, o órgão não havia se posicionado. O espaço segue aberto.

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