Com a proximidade da Semana Santa, aumenta a procura por bacalhau, mas especialistas alertam para a importância de verificar a qualidade do produto antes da compra.
Entre os principais sinais de alerta estão manchas avermelhadas e pontos pretos na superfície do peixe, que podem indicar a presença de bactérias ou fungos. Outro ponto importante é o tipo de sal utilizado na conservação: o correto é o sal grosso, enquanto o uso de sal fino não é permitido.
O consumidor também deve ficar atento à origem do produto. Nem todo peixe vendido como bacalhau é, de fato, legítimo. Apenas as espécies Gadus morhua, conhecida como Porto, e Gadus macrocephalus, chamada de Portinho, são consideradas bacalhau verdadeiro. Outras espécies, como saithe, ling e zarbo, embora comuns no mercado e mais baratas, devem ser identificadas como peixe salgado ou seco.
No caso de pescado fresco, alguns sinais ajudam a identificar a qualidade. Guelras avermelhadas, olhos firmes e escamas bem aderidas indicam que o peixe está próprio para consumo. Já o rompimento do ventre pode sinalizar deterioração avançada.
Outra recomendação importante é a retirada das vísceras antes do armazenamento, o que contribui para aumentar a durabilidade do alimento.
A orientação geral é pesquisar, observar e evitar produtos com aparência alterada, garantindo mais segurança na hora de levar o pescado para a mesa.