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Após jovem ser decapitado, indígenas deixam de ir à escolas e Promotoria cobra proteção no PR

FolhaPress 21/08/2025 16:45

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) - O Ministério Público do Paraná e o MPF (Ministério Público Federal) emitiram, na última sexta-feira (15), uma recomendação administrativa às forças de segurança para assegurar a proteção de crianças e adolescentes indígenas em Guaíra, no oeste do estado. A medida ocorre após o assassinato de um jovem da etnia avá-guarani.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O crime aconteceu no dia 12 de julho. O corpo da vítima, de 21 anos, foi encontrado decapitado e acompanhado de uma carta com ameaças explícitas contra a população indígena, incluindo possíveis ataques a ônibus escolares e comunidades locais.

O episódio provocou medo generalizado entre o povo avá-guarani, e parte dos alunos deixou de frequentar as escolas.

A recomendação foi direcionada a diferentes órgãos de segurança, entre eles o Comando da Força Nacional, a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), o 19º Batalhão de Polícia Militar, o Batalhão de Polícia de Fronteira, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil e a Guarda Municipal de Guaíra.

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As entidades foram procuradas pela reportagem, mas não responderam até a publicação deste texto.

Entre as medidas exigidas estão o reforço do policiamento nos horários e trajetos do transporte escolar, a criação de um plano de segurança específico com participação de lideranças indígenas e a proteção nos pontos de embarque e desembarque. Também foi solicitada a articulação com órgãos de inteligência para prevenir novos ataques e a comunicação constante com as comunidades afetadas.

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Outra recomendação é o monitoramento e investigação de práticas de racismo e discriminação contra indígenas, tanto em espaços virtuais quanto físicos. As medidas buscam garantir não apenas a segurança imediata dos estudantes, mas também prevenir a intensificação da violência na região.

As instituições notificadas têm prazo de 20 dias para informar aos Ministérios Públicos quais providências iniciais foram adotadas. Caso não cumpram a recomendação, poderão ser alvo de medidas administrativas e judiciais.

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