Campeão mundial da Fórmula 1 de maneira antecipada, Kimi Antonelli chegou ao Brasil com a possibilidade de, além de ampliar vantagem na classificação, aproveitar a atmosfera do País. Fã declarado de Ayrton Senna, o italiano declarou amores ao povo brasileiro e sua cultura, e mostrou ambição em vencer a corrida em Interlagos neste domingo.
"Se eu pudesse escolher uma corrida para ganhar, seria esta. Estaremos aqui no Brasil e espero que possamos fazer isso neste fim de semana. E sim, teremos um momento especial para celebrar o Brasil, para celebrar Ayrton e para celebrar a história. Então, será um momento muito especial", disse o piloto de 20 anos em coletiva com jornalistas.
O jovem ainda afirmou que o apoio da torcida brasileira é excepcional no GP de São Paulo, o que o leva a considerar como um dos "fins de semana mais especiais do ano".
"A paixão pela Fórmula 1 por aqui é impressionante, e a pista também é excelente. É uma combinação fantástica, em uma cidade maravilhosa e com muita natureza. Temos um ambiente incrível e um ótimo traçado, é a combinação perfeita. Além disso, é a corrida do meu ídolo".
Em 2025, na semana do torneio em Interlagos, corrida em que terminou na segunda colocação, Antonelli realizou uma visita ao túmulo de Senna. Na ocasião, o piloto da Mercedes foi visto lendo um livro sobre o brasileiro e publicou um carrossel com fotos da visita nas redes sociais. Nesta quarta-feira, 4, repetiu o momento.
"Agora estou lendo outro sobre o Senna, já que terminei o anterior. E, aliás, hoje eu também fui lá. O apoio que recebo do Brasil tem sido incrível, sem dúvida, depois daquela foto, isso ficou ainda mais evidente. Tem sido sempre fantástico, e por isso que fico tão empolgado em vir para cá. É quase como se fosse uma corrida em casa", contou o italiano.
Antonelli corre com o número 12 em homenagem ao ídolo Ayrton Senna. Agora, sendo o mais novo campeão mundial, o italiano poderia utilizar o número 1, reservado aos campeões. No entanto, o jovem já antecipou que seguirá com o atual devido ao significado especial que carrega.
"Sempre que posso, procuro honrar o legado do Senna. Sinto-me muito feliz e privilegiado por poder usar o número 12. Ele é uma grande inspiração para mim, não foi apenas um piloto excepcional, mas também uma pessoa muito especial fora das pistas. O que ele fez pelo Brasil, foi algo muito marcante. É incrível ver que, até hoje, a família Senna mantém o Instituto Senna, e notar que a presença dele continua tão forte."
Questionado sobre sua relação com o País, o piloto contou que gostaria de ter uma ligação mais forte e arriscou a pronuncia da gíria "deu zebra", a qual diz gostar bastante. "Eu amo a energia e amo a linguagem. Não sei falar, mas adoro ouvir a língua. Eu acho que é muito legal, é muito fluido."
Após 73 anos, a Itália tem um novo campeão mundial. Com 20 anos e 68 dias, o piloto da Mercedes terminou em terceiro lugar no GP do México, 19ª etapa da temporada. Para Kimi, a marca ainda não foi totalmente assimilada por ele.
"É uma conquista tão grandiosa que leva um tempo para processar e cair a ficha. Mas estou muito feliz. Era um sonho meu me tornar campeão mundial e, finalmente, conseguimos. Queremos vencer ainda mais, queremos continuar vencendo cada vez mais. Com certeza, quando eu voltar para casa, terei mais tempo para refletir sobre isso, mas, por enquanto, estamos no Brasil, focados em tentar vencer neste fim de semana."