Última escola a entrar na avenida transforma a própria história em narrativa simbólica e fecha o Carnaval 2026 com forte carga afetiva
A Andaraí encerrou os desfiles do Carnaval 2026 já com o dia clareando no Sambão do Povo. Última escola a entrar na avenida, a agremiação apresentou um desfile carregado de simbolismo, emoção coletiva e pertencimento, ao contar a própria trajetória.
Com o enredo “01/12/1946”, a escola transformou sua história em travessia poética. Sob a presidência de Thiago Bandeira e criação do carnavalesco Alex Santiago, o desfile conectou mito e realidade, ancestralidade e vida comunitária, celebrando quase oito décadas de resistência cultural.
A narrativa percorreu o território do Mulembá, atual bairro de Santa Martha, exaltando o futebol de várzea, a batucada, a fé popular e o batismo verde e rosa como fundamentos da identidade da escola.
Entre os componentes, a emoção era evidente. Ingrid Cardoso falou da relação afetiva com a agremiação. “A Andaraí não é o meu pavilhão de origem, mas é o meu pavilhão de coração.”
Mestre Jorginho, 73 anos, destacou o espírito comunitário. “Carnaval não é dinheiro, é voluntariado, é comunidade. Isso é cultura viva.”
Histórias de recomeço também marcaram o desfile. Marcos Vinícius Duarte celebrou o retorno à avenida. “Voltar ao carnaval agora é um marco na minha vida.”
Na arquibancada, a arquiteta Fernanda Lopes observava o desfile já sob a luz da manhã. “Encerrar o carnaval assim é muito simbólico.”
Ao amanhecer, a Andaraí transformou sua história em legado vivo, reafirmando o carnaval como espaço de memória, educação cultural e afirmação social.
Fonte: Prefeitura de Vitória
Foto: Marcos Salles/PMV