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Alunos da Faculdade de Medicina de Rio Preto cobram falsa taxa de matrícula a calouros

FolhaPress 24/02/2025 09:57

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Alunos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), no interior paulista, são investigados internamente pela aplicação de um golpe em calouros. O caso foi registrado durante a semana de recepção dos novos estudantes, no início de fevereiro.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Graduandos do sexto ano se passaram por funcionários da instituição e, por meio do WhatsApp, enviaram mensagens para os novatos cobrando documentos e pagamentos de taxas para matrícula –o que não existe. O centro de ensino é público, mantido pelo estado.

O prejuízo a cada uma das vítimas teria chegado aos R$ 1.000, segundo a apuração. Os responsáveis pelo golpe ainda teriam informado a data errada da matrícula, com o intuito de causar a perda da vaga.

Em nota, a Famerp diz que tomou conhecimento do "grave incidente", repudia veementemente essa conduta e tomou medidas administrativas e jurídicas para responsabilizar os envolvidos.

"Reiteramos nosso compromisso com a ética, a transparência e a integridade no ambiente acadêmico. Seguimos promovendo campanhas de conscientização e reforçando ações para garantir um ambiente educacional seguro, respeitoso e inclusivo", completa a faculdade.

SESC PICASSO

Os responsáveis pelo delito justificaram à Famerp que tudo não passou de um trote.

O centro acadêmico da instituição, chamado Euryclides Zerbini, diz que esse tipo de conduta tem "ultrapassado os limites do respeito, da ética e do bom senso, além de causarem danos psicológicos e emocionais".

São Paulo possui desde 2015 uma lei que proíbe trotes em instituições públicas de ensino. Já em agosto do último ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) promulgou texto responsabilizando universidades por trotes violentos realizados por seus alunos.

CONTADOR - BONUS

De autoria da deputada estadual Thainara Faria (PT), a norma impõe às instituições a adoção de medidas preventivas para coibir tais práticas dentro e fora de suas dependências, a aplicação e instauração de processo disciplinar contra infratores e a imposição de penalidades contra eles —sendo cabível a expulsão.

Caso a instituição se omita ou se mostrar negligente no cumprimento dos processos previstos, será punida administrativamente.

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